Morre terceiro PM que estava em helicóptero derrubado no Rio
- Andrea Bruxellas
- Direto do Rio de Janeiro
O cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro Izo Gomes Patrício, 40 anos, morreu esta manhã. O militar era um dos tripulantes do helicóptero da corporção alvejado e derrubado por criminosos no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio, no sábado. Patrício estava internado no Hospital da Aeronáutica, na Ilha do Governador, em estado gravíssimo com 96% do corpo queimado.
Uma invasão de traficantes a rivais na favela deixou 12 mortos no sábado. Dois policiais que estavam no helicóptero morreram durante a explosão e outros dois seguem hospitalizados.
Por causa dos ataques na cidade, o governo federal liberou uma verba de R$ 100 milhões para o governo do Estado para a compra de um helicóptero blindado. Ele vai substituir o que explodiu no sábado, que não tinha blindagem. O presidente Lula prometeu ao governador liberar mais R$ 100 milhões para reforçar a segurança no Rio nos próximos seis meses.
Cerca de dois mil policiais estão envolvidos em operações em morros da cidade para tentar capturar os traficantes que participaram direta ou indiretamente da ação criminosa. Por volta do meio-dia, a rua Leopoldo Bulhões esta interditada nos dois sentidos para evitar depredações de ônibus, já que a polícia está realizando operações nas favelas de Manguinhos e Jacarezinho, próximo a Benfica, na zona norte.
Policiais também ocupavam o Morro dos Macacos à procura de traficantes do Comando Vermelho que, segundo denúncias de moradores, ainda estariam escondidos na comunidade, controlada por outra facção, a ADA (Amigos dos Amigos). A madrugada foi tranqüila na região, mas os comerciantes da área preferiram manter as portas fechadas.
Após o conflito, as ligações para o disque-denúncia aumentaram. Segundo a assessoria do órgão, no último final de semana foram registradas 27 denúncias sobre os possíveis autores dos disparos que provocaram a explosão da aeronave.