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Polícia

'Momento é de silêncio', diz Martha Rocha sobre morte de juíza

13 ago 2011 - 14h57
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A chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, se reuniu neste sábado com o delegado Felipe Ettore e agentes da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Em rápida manifestação à imprensa, ela voltou a ressaltar que a corporação dá prioridade máxima para o caso da juíza Patrícia Acioli, assassinada na porta de sua casa em Niterói (RJ), mas salientou a necessidade de sigilo nas apurações.

"Este é um momento de silêncio. O caso está sendo investigado e será concluído o mais rápido possível. É um caso muito importante para o Estado do Rio", afirmou. Patrícia foi atingida por 21 tiros dentro de seu carro. Nos últimos dez anos, ela foi responsável pela prisão de cerca de 60 policiais ligados a grupos de extermínio.

Até o momento, 18 pessoas foram ouvidas no inquérito sobre o primeiro caso de execução de um juíz da história do Estado do Rio. Companheiro de Patrícia, o policial militar Marcelo Poubel, prestou depoimento durante mais de seis horas na DH na última sexta-feira. Cerca de 20 policiais civis estão nas ruas procurando pistas dos assassinos da magistrada.

Já o disque-denúncia da Polícia Civil contabiliza nas últimas horas um total de 42 ligações de pessoas que querem repassar informações sobre o assassinato da juíza Patrícia Acioli. Segundo Borges, antes do crime havia 37 denúncias protocoladas no disque-denúncia relacionadas ao trabalho da magistrada, conhecida por condenar PMs e milicianos.

Juíza estava em "lista negra" de criminosos

A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.

Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.

Patrícia foi assassinada quando chegava a sua casa, em Niterói
Patrícia foi assassinada quando chegava a sua casa, em Niterói
Foto: Reprodução
Fonte: O Dia
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