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Polícia

Milicianos são condenados por formação de quadrilha no Rio

11 mar 2009 - 02h58
(atualizado às 11h15)
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A Justiça do Rio rio de Janeiro deu a primeira sentença contra a milícia Liga da Justiça, que atua na zona oeste da capital. A juíza da 1ª Vara de Campo Grande, Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, condenou por formação de quadrilha e bando armado os irmãos Natalino José Guimarães (ex-deputado estadual) e Jerônimo Guimarães Filho (ex-vereador) a dez anos e seis meses de prisão em regime fechado. Policiais na época dos fatos e apontados como chefes da quadrilha, os irmãos receberam as sentenças mais duras.

Outros oito acusados também foram condenados a penas que variam de oito a nove anos de prisão. No mesmo processo, a juíza decretou a prisão preventiva de Natalino, que está na cadeia desde julho acusado de guardar dez armas em sua casa.

Para o subprocurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, responsável pela denúncia do Ministério Público Estadual (MP), a sentença é emblemática. "É o primeiro processo sobre milícia, um dos maiores problemas de segurança pública, a ser julgado. A sentença é um divisor de águas, corajosa e emblemática", disse.

A denúncia do MP foi feita com base no inquérito da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Segundo as investigações, desde 2005 o grupo teria se associado para extorquir dinheiro des motoristas do transporte alternativo na Zona Oeste.

A juíza condenou ainda o filho de Jerominho, o ex-PM Luciano Guinâncio Guimarães, a nove anos; o genro de Jerominho, André Luiz da Silva Malvar, a oito anos e quatro meses; o ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, conhecido como Batman ¿ que fugiu pela porta da frente de Bangu 8, em outubro - a nove anos e oito meses; Leandro Paixão Viegas, conhecido como Leandrinho Quebra-Ossos, a nove anos e quatro meses; Gladson dos Santos Gonçalves, a oito anos; Júlio César Oliveira dos Santos, conhecido como Julinho Tiroteio, a oito anos e quatro meses; Fábio Pereira de Oliveira, conhecido como Fabinho Gordo, a oito anos; e Alcemir Silva, conhecido como Fumão, a oito anos.

"Essa sentença é o resultado da integração com o MP e a Justiça", disse o delegado da Draco-IE Cláudio Ferraz. A juíza negou o direito de os réus recorrerem da sentença, de 60 páginas, em liberdade. Na Justiça, Natalino responde ainda pelos crimes de porte ilegal de armas, formação de quadrilha, favorecimento pessoal e tentativa de homicídio de 26 policiais que participaram do cerco à sua casa no ano passado.

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