Milícia usa munição imune à balística no Rio, diz polícia
Grupos milicianos no Rio de Janeiro usam munição de fuzil calibre 7.62 com ponta de teflon, de acordo com a Polícia Civil do Rio. O material impede que o projétil registre as ranhuras do cano da arma que o disparou, tornando-a irreconhecível nos exames de balística.
A descoberta foi feita nesta segunda-feira por policiais da 24ª Delegacia de Polícia, na Piedade. Eles apreenderam dois fuzis, uma escopeta, munição, um colete à prova de balas da Polícia Militar e uma máscara na Favela da Covanca, em Jacarepaguá, que é dominada por uma milícia.
Entre a munição apreendida há cerca de 20 cápsulas com ponta branca - a de teflon, impossível de se rastrear - e mais de dez com chumbo na ponta, que tornaria o impacto do disparo ainda mais forte e letal, capaz até de perfurar blindagens. "É a primeira vez que esse tipo de munição, usado para driblar os exames de balística, é apreendido. Vamos investigar a procedência", disse o delegado titular da 24ª DP, Antônio Ricardo.