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Polícia

Menina de 3 anos morre após ser espancada por mãe e padrasto

Caso ocorreu em Cajati, no litoral de São Paulo

17 jun 2014 - 13h22
(atualizado às 13h46)
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Camilly Vitória Ferreira de Miranda, 3 anos, morreu após ser espancada pela mãe e pelo padrasto em Cajati, litoral de São Paulo, no último sábado
Camilly Vitória Ferreira de Miranda, 3 anos, morreu após ser espancada pela mãe e pelo padrasto em Cajati, litoral de São Paulo, no último sábado
Foto: Facebook / Reprodução

Uma criança de 3 anos morreu após ser espancada pela mãe e pelo padrasto em Cajati, litoral de São Paulo, no último sábado. De acordo com o delegado Tedi Wilson de Andrade, o desempregado Erik Leite de Carvalho, 32 anos, confessou ter batido em Camilly Vitória Ferreira de Miranda durante a madrugada porque ela não parava de chorar. Ele disse ainda que a mãe da menina, Rayana Cristina Ferreira de Lima, 22 anos, participou das agressões. 

O casal se conheceu por meio da internet e foram morar juntos há cerca de dois meses em um quarto nos fundos da lanchonete onde Rayana trabalhava, no centro da cidade. Segundo depoimento à polícia, na sexta à noite, os dois ingeriram bebida alcoolica e, Erik, também teria cheirado cocaína. Por volta das 2h, ele se irritou porque Camilly não parava de chorar e a espancou até ficar desacordada. "Eles foram dormir e acordaram por volta das 10h, viram a besteira que tinham feito. A criança estava gemendo, deram banho nela e a levaram para o hospital", relatou o delegado. 

A menina, no entanto, já chegou sem vida ao local. Aos plantonistas, Erik e Rayana alegaram que Camilly havia caído da escada. Um investigador foi enviado e percebeu que a versão não condizia com as lesões. O casal foi então levado à delegacia. "Depois de terem alegado que a criança havia caído da escada, eles foram questionados quanto às contradições e a mãe acabou falando que o padrasto tinha matado. Ele foi ouvido novamente e confessou, mas disse que não fez sozinho, que a mãe ajudou a espancar", contou Andrade. 

Mãe e padrasto foram então presos em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e cruel. A criança passou por exames, que descartaram violência sexual. Ela foi enterrada no domingo. 

A mulher tem ainda outro filho, um menino de 5 anos, que foi levado para a avó materna e não apresenta lesões. Conforme o delegado, não havia histórico de agressões contra as crianças e testemunhas disseram que elas eram bem cuidadas até Rayana passar a viver com Erik. "Ela começou a ficar assim depois que se envolveu com esse homem", afirmou Andrade. 

O caso chocou e revoltou os moradores da cidade que tem quase 30 mil habitantes. Ontem, ocorreu um protesto por Justiça. "Eles (Erik e Rayana) são bem frios, não mostram ressentimento ou remorso. Ela não está nem em estado de choque. É muita frieza do ser humano vendo o estado que a criança ficou", lamentou o delegado. 

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Fonte: Terra
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