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Polícia

Mãe de Mércia reclama de defesa de Mizael, mas acredita em condenação

Janete Nakashima chorou muito ao reencontrar acusado de matar sua filha

11 mar 2013 - 16h54
(atualizado às 16h54)
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<b>11 de março</b> Janete Ferreira de Carvalho Nakashima (dir.), mãe de Mércia, chega para assistir ao júri
11 de março Janete Ferreira de Carvalho Nakashima (dir.), mãe de Mércia, chega para assistir ao júri
Foto: Fernando Borges / Terra

A mãe da advogada Mércia Nakashima - assassinada aos 28 anos em 23 de maio de 2010 - não escondeu o desconforto que sentiu ao ver seu filho, Márcio, depor por quatro horas como testemunha de acusação no julgamento de Mizael Bispo de Souza, ex-namorado da vítima e acusado de ser o autor do crime. Para Janete, a defesa do policial militar reformado tentou desqualificar sua filha com as perguntas que fez a Márcio, que acabou batendo boca com um dos defensores, o advogado Ivon Ribeiro, chegando a ameaçar deixar o depoimento.

Veja detalhes do caso Mércia 

Veja como funciona o tribunal do júri

"Incomodou. Sempre incomoda, principalmente o doutor Ivon. Ele saiu dizendo aos quatro cantos que a Mércia era garota de programa, principalmente nas quadras de futebol, sendo que eles eram colegas de profissão e a minha filha sempre achou ele tão bonzinho", disse Janete, ao ser questionada sobre o bate-boca entre o filho e o advogado.

A briga entre os dois ocorreu após Márcio se incomodar com uma das perguntas feitas pela defesa e acusar Ribeiro de tentar "manchar a honra" de sua irmã - o que ele negou e rebateu cobrando provas da testemunha. Devido à discussão, o juiz Leandro Bittencourt Cano chegou a interromper a transmissão ao vivo do júri, que foi retomada após Márcio se acalmar.

A mãe de Mércia chorou muito ao reencontrar o ex-namorado da filha. A pedido de Márcio, Mizael não pôde assistir ao depoimento do ex-cunhado, que falou por quatro horas e definiu o réu como "ciumento e possessivo". "Foi muito difícil (reencontrar o Mizael), porque todas as vezes que o vi, a minha filha estava com ele, aí já me lembro dela sorrindo", desabafou Janete, novamente emocionada.

O pai de Mércia, Makoto Nakashima, também se emocionou e pediu desculpas à imprensa por não conseguir dar entrevista. "Está sendo difícil para todos nós", disse.

Para Janete, apesar da tentativa da defesa em "desqualificar" sua filha, as provas contra Mizael são "muito fortes" e ela acredita na condenação do réu. Mizael sempre negou a acusação e sua defesa tentará provar, em plenário, que ele não cometeu o crime nem estava no local na ocasião. A família de Mizael também assiste ao júri.

O caso Mércia

A advogada Mércia Nakashima, 28 anos, desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após deixar a casa dos avós em Guarulhos (Grande São Paulo), e foi encontrada morta no dia 11 de junho, em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A perícia apontou que ela levou um tiro no rosto, um tiro no braço esquerdo e outro na mão direita, mas morreu por afogamento quando seu carro foi empurrado para a água.

O ex-namorado de Mércia, o policial militar reformado e advogado Mizael Bispo de Souza, 43 anos, foi apontado como principal suspeito pelo crime e denunciado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima). De acordo com a investigação, Mércia namorou durante cerca de quatro anos com Mizael, que não se conformava com o fim do relacionamento amoroso. A Promotoria também denunciou o vigia Evandro Bezerra Silva, que teria o ajudado a fugir do local, mas seu julgamento ocorrerá separadamente, em julho deste ano.

Preso em Sergipe dias depois da morte de Mércia, Evandro afirmou ter ajudado Mizael a fugir, mas alegou posteriormente que foi obrigado a confessar a participação no crime, sob tortura. Entretanto, rastreamento de chamadas telefônicas feito pela polícia com autorização da Justiça colocaram os dois na cena do crime, de acordo com as investigações. Outra prova que será usada pela promotoria é um laudo pericial de um sapato de Mizael, no qual foram encontrados vestígios de sangue, partículas ósseas, vestígios do projétil da arma de fogo e uma alga típica de áreas de represa.

"Última lembrança que tenho é dela rindo", diz mãe de Mércia:

Mizael teve sua prisão decretada pela Justiça em dezembro de 2010, mas se escondeu após considerar a prisão "arbitrária e injusta", ficando foragido por mais de um ano. Em fevereiro de 2012, porém, ele se entregou à Justiça de Guarulhos e, desde então, aguardava ao julgamento no Presídio Militar de Romão Gomes - enquanto o vigia permanece preso na Penitenciária de Tremembé. Mizael nega ter assassinado Mércia e disse, na ocasião, que a tratava como "uma rainha". Já o vigia afirmou, em depoimento, que não sabia das intenções do advogado e que apenas lhe deu uma carona. Se condenados, eles podem ficar presos por até 30 anos.

Fonte: Terra
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