Investigador de crimes organizados no DF é encontrado morto
O policial civil Luiz Carlos Ferreira Soares, 42 anos, foi encontrado morto por volta das 13h20 da tarde de quarta-feira, na rodovia DF-001, em Sobradinho, Distrito Federal. De acordo com o diretor do departamento de atividades especiais da Policia Civil do DF, Geraldo Nugoli, Soares estava em uma viatura descaracterizada, com um tiro no peito. O policial civil trabalhava há seis anos na Divisão de Repressão ao Crime Organizado e investigava criminosos que atuavam em presídios no Brasil.
Segundo Nugoli, a Polícia Civil trabalha com duas linhas de investigação no caso: a de um crime premeditado e outra de latrocínio, roubo seguido de morte. "Estamos trabalhando com praticamente todo o efetivo atento a essa questão", disse.
De acordo com o diretor, as suspeitas são de que Soares teria reagido ao crime e disparado a sua arma quatro vezes. "Indícios apontam que que ele entrou em luta corporal com os criminosos, pois a sua roupa estava rasgada e ele foi encontrado com a arma no peito", explicou Rugoli.
O diretor destaca ainda que Soares era um policial exemplar. Estava há 19 anos na polícia e possuía 25 elogios na sua folha policial. "Ele era um policial exemplar, não teve nenhuma advertência ao longo dos 19 anos de serviço. Ele participou de grandes operações que realizamos, como a Operação Garatusa (que prendeu os funcionários do Detran acusados de vender carteiras de motoristas), a Operação Aquarela (que prendeu 19 pessoas em São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Paraná suspeitas de participarem de uma suposta quadrilha que desviava verbas públicas) e Operação Galileu (que apontou fraudes em concursos públicos realizados pela Universidade Federal de Brasília)".