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Polícia

Hopi Hari faz acordo por mais segurança; multa chega a R$ 450 mil

11 abr 2012 - 09h06
(atualizado às 09h38)
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Rose Mary de Souza
Direto de Campinas

Após quase oito horas de reunião, que se estendeu até o meio da noite de terça-feira, a direção do Hopi Hari e o Ministério Público do Trabalho (MPT) assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para aumentar a segurança dos trabalhadores e usuários do parque de diversões. O acerto ocorre quase dois meses depois da morte de Gabriela Nichimura, 14 anos, morta em 24 de fevereiro, em um acidente no brinquedo Torre Eiffel.

Parques de diversões: veja acidentes que chocaram o País

Entre os itens determinados pelo MPT estão a contratação de mais funcionários, com maior rigor na seleção; e a redução de jornada de trabalho, que não poderá exceder oito horas diárias. Além disso, o Hopi Hari, em seis meses, terá que suspender o pagamento de bonificações por produtividade e horas extras aos trabalhadores. Os valores extras eram usados pela empresa como estímulo aos colaboradores para reduzir as filas nos brinquedos. O descumprimento de cada item pode gerar multas de R$ 6 mil a R$ 450 mil.

Outra determinação do MPT é a tradução para o português do manual dos brinquedos, até então disponível só em inglês. O documento traz orientações de funcionamento e operação segura. O parque terá 20 dias para entrar em contato com o fabricante e um ano para desenvolver e redistribuir o manual traduzido.

Esse é o segundo TAC assinado pelo Hopi Hari desde a morte da adolescente. Gabriela caiu da altura de cerca de 25 m do brinquedo conhecido como elevador, que simula uma queda livre. Segundo dados preliminares da perícia, a vítima estava em um assento que tinha o dispositivo de segurança inoperante. O caso foi registrado na Delegacia de Vinhedo, que pretende concluir as investigações até o final deste mês.

O primeiro TAC, assinado no início de março com o Ministério Público do Direito do Consumidor, determinava o fechamento do parque por 20 dias. Neste período, uma equipe de técnicos vistoriou todas as atrações. O termo também determinava a interdição do brinquedo Torre Eiffel, por tempo indeterminado, e a interrupção das atrações West River Hotel, por falta de rotas de fuga, e do Simulakron, pela falta de câmeras infravermelho.

O parque retomou as atividades em 25 de março e, na semana seguinte, após atender as modificações impostas pelo MP, colocou em funcionamento o Simulakron.

Torre Effeil, brinquedo do qual a menina Gabriela Nichimura caiu em fevereiro, foi interditado por tempo indeterminado pelo Ministério Público
Torre Effeil, brinquedo do qual a menina Gabriela Nichimura caiu em fevereiro, foi interditado por tempo indeterminado pelo Ministério Público
Foto: Rose Mary Souza / Especial para Terra
Fonte: Especial para Terra
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