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Polícia

Guerra na Maré deixa mais quatro mortos

15 out 2009 - 03h56
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Em mais um capítulo da guerra travada desde maio no Complexo da Maré, quatro homens teriam sido assassinados na madrugada dessa quarta-feira. Apenas um dos corpos, de Henrique Costa Albuquerque, o Dola, 23 anos, foi encontrado. O caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso), que no início da tarde fez buscas na Vila dos Pinheiros para tentar encontrar os outros três mortos. Policiais civis também realizaram megaoperação no Complexo da Coreia, na zona oeste, para tentar prender o traficante Márcio José Sabino, o Matemático, um dos responsáveis pelo conflito na Maré. O bandido não foi localizado.

Durante a ação na Vila dos Pinheiros, que teve apoio do 22º BPM (Maré), os agentes encontraram pistas de outras vítimas. Um Palio preto foi localizado, de cabeça para baixo, dentro do mangue sob a Linha Vermelha. No veículo, havia marcas de sangue.

"É preciso que alguém que esteja com o parente desaparecido reclame para que possamos fazer um exame de DNA", disse a delegada Valéria de Castro, que coordenou as buscas.

Pelas informações obtidas pela 21ª DP, no dia 5 um traficante da Vila do João teria abandonado a facção Amigos dos Amigos (ADA) e se aliado aos invasores do Terceiro Comando Puro (TCP), assumindo o controle da comunidade e do vizinho Conjunto Boa Esperança. Desde o início dos confrontos, a guerra pelo controle das comunidades deixou mais de 30 vítimas.

A morte dos quatro rapazes, que seriam da facção ADA, teria ocorrido após receberem a garantia de que seriam aceitos se mudassem de lado. Ainda segundo as investigações, teriam ido à Vila dos Pinheiros e sido capturados e mortos por um dos líderes do tráfico na comunidade, conhecido como Xapoca. Além de Dola, os outros jovens seriam conhecidos pelos apelidos de Remedinho ou Tigrão, Coelho e Taca Bala.

Fugitivo localizado em loja de gás

Durante a operação na Coreia, agentes localizaram uma loja que vendia bujões de gás ilegalmente na Estrada do Taquaral. Dentro do imóvel, prenderam Leonardo dos Santos Lucindo, 25 anos, foragido da Justiça de Teresópolis, acusado de assassinato.

A dona do estabelecimento seria irmã de Juarez Mendes da Silva, o Aranha, ex-gerente do tráfico da favela, morto em março em tiroteio com a PM na Vila Aliança, Bangu. Vestida com uma camisa com a foto do irmão e inscrição "Te amo", ela foi levada a prestar esclarecimentos na DRFA.

A irmã de Aranha alegou que Leonardo era funcionário da loja e que não sabia que ele era um fugitivo. A casa dela, vizinha ao local, chamou a atenção dos policiais pelo conforto.

Caçada a Matemático mobiliza 150 policiais civis

As buscas a Matemático duraram cinco horas e meia. Foragido da Justiça desde abril - quando conseguiu o benefício de cumprir a pena em regime semiaberto e não retornou à prisão -, o traficante é apontado como um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP). Cerca de 150 agentes de delegacias especializadas, com apoio de dois carros blindados e dois helicópteros, participaram da ação na Coreia.

Os policiais chegaram perto de uma casa onde um grupo de bandidos estava escondido. Depois de troca de tiros, os criminosos conseguiram fugir para a mata. Os helicópteros realizaram voos rasantes, mas os traficantes não foram localizados.

A operação foi deflagrada depois que a polícia recebeu a informação de que Matemático havia saído do Complexo da Maré para a Coreia após a prisão do comparsa Nei da Conceição Cruz, o Facão, semana passada, em Guarujá, litoral paulista.

Na caçada ao bandido, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) encontraram uma motocicleta Suzuki amarela, sem placa, que seria usada por Matemático. Mais duas motos e dois Palios - todos roubados - foram recuperados. A placa de um dos carros era clonada.

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