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Polícia

Golpista cria chaves pix parecidas para desviar doações para tratamento de criança  com doença sem cura

Medicamento para tratar criança de seis anos com Distrofia Muscular de Duchenne custa R$ 17 milhões

9 fev 2026 - 09h12
(atualizado às 09h38)
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Resumo
Golpista criou chaves PIX semelhantes à oficial para desviar doações destinadas ao tratamento de Arthur, criança com Distrofia Muscular de Duchenne, enquanto a campanha segue arrecadando fundos para o medicamento e viagem necessários.
A mãe de Arthur denunciou desvio de doações pelo pix
A mãe de Arthur denunciou desvio de doações pelo pix
Foto: Reprodução/Globo

Uma campanha realizada na internet pela família de Arthur, de seis anos, morador de Sorocaba, no interior de São Paulo, foi alvo de um golpe com objetivo de desviar as doações, enviadas por pessoas que queriam ajudar no tratamento da criança. Arthur foi diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne, doença genética, progressiva e sem cura, que compromete os músculos incluindo coração, e afeta a capacidade de respirar.

A família do menino começou uma vaquinha online para arrecadar dinheiro para comprar um medicamento que, segundo a mãe, impede a doença de progredir, e custa R$ 17 milhões. À TV Globo, ela afirmou que o remédio não está liberado no Brasil, e Arthur precisa viajar para os Estados Unidos para fazer o tratamento. Isso eleva ainda mais o custo.

“Estamos chegando a quase R$ 1 milhão agora”, afirmou a mãe ao Fantástico.

Doações desviadas por golpista

Um dos doadores entrou em contato com a família ao perceber que, por engano, fez a transferência para uma outra conta, e não para a conta oficial da campanha. O doador informou que a chave pix para a qual o dinheiro foi enviado não estava no nome da criança.

A pessoa teria digitado errado a chave oficial, mas mesmo assim, a transferência chegou a ser concluída. Foi quando ele percebeu que o valor havia sido enviado para outra pessoa, que tinha registrado várias chaves pix semelhantes, para receber valores de quem errasse a digitação, na intenção de doar à família de Arthur.

A Polícia Civil foi acionada, e o suspeito foi identificado. À Globo, o delegado Felipe Orosco informou que os investigadores encontraram outras chaves pix semelhantes às utilizadas na campanha. O suspeito, Henrique Santos de Moreira, de 22 anos, foi localizado em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

Moreira disse em depoimento que usou dez e-mails diferentes como chave pix, recebendo aproximadamente R$ 4 mil. Ele foi indiciado por estelionato qualificado e responde em liberdade. A defesa dele não foi localizada para comentar o caso.

Segurança

Crimes envolvendo o pix tem sido cada vez mais recorrentes, e por isso o Banco Central criou novas diretrizes de segurança. Agora, é possível rastrear o caminho do dinheiro por até cinco contas usadas em golpes. A medida permite detectar outras contas que também são usadas em fraudes e bloquear recursos.

Desde outubro do ano passado, vítimas podem contestar a operação diretamente no aplicativo do banco. Os usuários também devem sempre checar nome, CPF ou CNPJ do recebedor antes de confirmar a transferência.

Mesmo após o episódio, a família de Arthur mantém a campanha para custear o tratamento da criança. “Meu filho vai viver. O Arthur Sorocaba ainda vai ter uma vida muito feliz”, disse a mãe.

Fonte: Portal Terra
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