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Polícia

PF reforça inteligência e tecnologia contra tráfico no Porto de Santos

Delegado chefe da Polícia Federal de Santos aponta a tecnologia é uma forte aliada no combate ao tráfico internacional de drogas

8 fev 2026 - 04h58
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Vista aérea de navio de contêineres no porto de Santos
03/04/2025 REUTERS/Amanda Perobelli
Vista aérea de navio de contêineres no porto de Santos 03/04/2025 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

A atuação da Polícia Federal no Porto de Santos (SP), o maior da América Latina, esbarra em desafios que vão desde a geografia extensa até a sofisticação do crime organizado. Com área marítima de aproximadamente 500 km², a região exige ações preventivas, uso de tecnologia e estratégias de descapitalização para frear o tráfico internacional de drogas.

Ao Terra, o chefe da Polícia Federal de Santos, Rodrigo Perin Nardi, explica que um dos dificultadores e o principal ponto é a própria geografia da região. O porto santista é o principal do Brasil em valores de cargas movimentadas - mais de 134 milhões de toneladas por ano -, e responsável historicamente por no mínimo 25% do comércio exterior brasileiro. São cerca de 14 quilômetros extensão em ambas as margens, de Santos e de Guarujá, para comportar toda essa atividade.

“O próprio ponto que os navios ficam aguardando a autorização para poder adentrar no porto, uma extensão territorial considerável de 500 km² praticamente”, exemplifica. Em algumas situações, a polícia fica condicionada às questões marítimas, nem sempre favoráveis ao trabalho policial. 

Experiente em operações estratégicas, Nardi elenca a originalidade dos criminosos como o maior desafio da PF na atuação contra o crime organizado. Anos atrás, era mais comum ocorrer apreensões em contêineres, ou até mesmo, de drogas acopladas em cascos de navio. Mas conforme a polícia passa a realizações mais interceptações nesses tipos de conduta, as facções mudam o modus operandi e passam a atuar de outra forma. “É sempre aquela briga, ‘de gato e rato’”, pontua. 

"Se eu dificulto de uma ponta, eles vão procurar sempre ficar inovando. Mas a gente tem notado mesmo a utilização de pequenas embarcações. Até o ano passado, chegamos a deflagrar uma operação emergente, que culminou na prisão de um indivíduo, tudo indica que estava ligado ao PCC lá na Europa, mas especificamente em Portugal", exemplifica ao mencionar a apreensão de um submarido caseiro.

Terminal do Porto de Santos, no litoral de São Paulo
Terminal do Porto de Santos, no litoral de São Paulo
Foto: Wikicommons

É aí que o trabalho preventivo se mostra bastante eficiente no combate ao tráfico internacional de drogas. Nesse ponto, atua o serviço de inteligência da Polícia Federal, apurando denúncias, investigando suspeitos e realizando atividades de conscientização de todos os que atuam na região portuária. 

Tecnologia ajuda no dia-a-dia

A tecnologia é uma aliada no combate do tráfico de drogas, para além de toda a competência e experiência dos agentes na prática. A Polícia busca sempre estar um passa à frente das facções e quadrilhas, seguindo todo um regramento, desde tratado internacional até normas internas, tudo dentro da legalidade. 

“A gente sempre procura fazer um trabalho preventivo de conscientização, solicitando até a utilização de tecnologias, com a implementação de câmeras de segurança principalmente. Isso vem facilitando a atuação da Polícia Federal e inibindo também um pouco a prática do tráfico na região do Porto de Santos”, destaca. 

Rodrigo Perin Nardi é chefe da Polícia Civil de Santos
Rodrigo Perin Nardi é chefe da Polícia Civil de Santos
Foto: Vanessa Ortiz/Terra

Quando Nardi se refere ao trabalho de prevenção, ele destaca para a prisão dos envolvidos na prática e também em evitar que a droga saia do território nacional também é um trabalho de prevenção. Nesse bolo também entra a descapitalização dessas organizações ilícitas, pois é dali que sai todo o dinheiro que financia toda uma cadeia de crimes. 

“O poderio econômico ali acaba deixando, muitas vezes, eles à frente da nossa atuação, mas isso não é impeditivo, tanto que a Polícia Federal vem de tempos em tempos procurando bater recordes em apreensões, na descapitalização, que ao meu ver é muito mais importante do que a própria apreensão de drogas”, destaca. 

“Acaba sendo um ponto de extrema importância para a gente coibir de uma forma mais eficaz esse tipo de crime”, complementa ao frisar que o  poder econômico dessas organizações conta muito na própria logística. “Então, como transportar a droga de uma forma mais segura? Vai precisar de um investimento maior”, explica. 

Como exemplo, ele cita o caso do contador Rodrigo Morgado, preso em abril e novamente em outubro do ano passado por suspeita de lavagem de dinheiro com o uso de bets vinculado ao tráfico internacional de drogas, em uma investigação conduzida por São Paulo.

“Ele levou uma quantia vultosa de dinheiro, aparentemente pelas investigações aqui, dinheiro mesmo relacionado ao crime organizado. Então, essa descapitalização é de suma importância para a gente poder deixar mais fracas essas organizações criminosas, tirar o poderio para tentar inibir esse tipo de crime”, finaliza. 

Fonte: Portal Terra
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