Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Filho do bicheiro Rogério Andrade é enterrado no Rio

9 abr 2010 - 19h14
(atualizado às 22h30)
Compartilhar

Diogo Andrade, 17 anos, filho do contraventor Rogério Andrade, foi enterrado na tarde desta sexta-feira, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio. O carro em que pai e filho estavam explodiu na última quinta-feira, na avenida das Américas, esquina com rua Baltazar da Silveira, no Recreio dos Bandeirantes.

Diogo Andrade foi enterrado em um cemitério da zona sul do Rio
Diogo Andrade foi enterrado em um cemitério da zona sul do Rio
Foto: Henrique Esteves / Futura Press

O velório na Capela 3 do cemitério foi bastante reservado, com a presença apenas de familiares e amigos. As aportas da capela ficaram a maior parte do tempo fechadas. Um segurança ficou o tempo todo na porta controlando a entrada.

De acordo com a assessoria do Hospital Barra D'Or, o bicheiro Rogério Andrade está clinicamente estável na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o boletim, o paciente evolui bem ao procedimento cirúrgico da face a que foi submetido na noite de quinta. A alta não acontecerá antes de quarenta e oito horas.

Rogério está em liberdade condicional desde o ano passado. Seu maior rival, Fernando Iggnácio, é apontado como principal suspeito do ataque e será chamado a depor na Divisão de Homicídios (DH). O temor das autoridades de segurança pública é de que o crime reascenda a guerra pelo controle das máquinas caça-níqueis na zona oeste.

O caso

Rogério e Diogo haviam acabado sair de uma academia de ginástica e estavam supostamente escoltados por dois carros com PMs que fariam sua segurança particular.

Segundo peritos, o impacto da explosão foi tão forte que arrancou o teto do veículo, arremessou o para-brisa a cerca de 70 m, incendiou parte de um Vectra - onde estavam os seguranças - e atingiu um Peugeot. Outro Vectra, com mais três PMs da escolta, foi abandonado a 150 metros do local.

A polícia investiga se o explosivo foi colocado dentro do carro e acionado à distância ou se o artefato seria uma espécie de bomba-relógio. Outra hipótese é de que as vítimas estariam manuseando uma granada no veículo.

Há informações de que, após sofrer um atentado, Rogério teria passado a circular portando granadas. Policiais não descartam ainda a hipótese de uma bomba ter sido jogada contra o carro. No entanto, a possibilidade de uma granada ter causado tanto estrago é mais remota, uma vez que foram colhidos poucos fragmentos.

Os cinco policiais prestaram depoimento na DH, de onde saíram presos por 72 horas pela Corregedoria da PM. A 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar fará investigação paralela à Polícia Civil. "Queremos saber o que faziam no local naquela hora", disse o corregedor, coronel Ronaldo Menezes.

Diogo dirigia o Corolla e Rogério estaria no banco do carona. Ferido no rosto, o bicheiro foi operado no Hospital Barra D'Or. Um entregador que passava na hora escapou com ferimentos leves, mas sua moto ficou destruída. Câmeras da CET-Rio não filmaram o ataque porque estão quebradas. O trecho onde houve a explosão ficou fechado por quatro horas.

Laços estreitos

Para o advogado de Rogério Andrade, Luiz Carlos da Silva Neto, seu cliente foi vítima de um atentado. "Não tenho a menor dúvida disso", afirmou. Segundo ele, Diogo era muito ligado ao pai. Por conta dessa relação próxima, Rogério havia conseguido na Justiça há um mês o direito pela guarda do filho.

Na quinta, a família do contraventor ainda não tinha contado a ele que o filho havia morrido. Apesar disso, nos momentos de consciência, Rogério dizia saber que Diogo estava morto.

Fonte: O Dia
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra