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Polícia

Família do estudante Daniel Duque quer anular julgamento

17 dez 2009 - 23h46
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O advogado João Castellar entrou nessa quinta-feira com um recurso pedindo a anulação do julgamento da última quarta-feira, no qual, por 4 votos a 3, o policial militar Marcos Parreira do Carmo, apontado como o autor do disparo que matou o estudante Daniel Duque, 18 anos, em junho do ano passado, foi absolvido. Castellar alega que, no início do julgamento, colocou sob suspeição o promotor Marcelo Rocha Monteiro.

"Durante a distribuição dos inquéritos, encontramos indícios de manipulação do processo entre as promotorias do 3º Tribunal do Júri. Somado a isso, no primeiro julgamento, ele atacou a vítima. Quando a mãe do Daniel Duque fez um protesto, ele disse que iria processá-la. Isso gerou uma inimizade e retira dele a imparcialidade necessária. Eu o percebi fazendo uma defesa apaixonada", afirmou João Castellar.

O crime ocorreu em frente à Boate Baronetti, em Ipanema (zona sul). Durante uma briga de jovens, o policial Marcos Parreira, que fazia a segurança de Pedro Velasco, filho da promotora Márcia Velasco, acabou acertando Daniel com um tiro.

Daniela Duque, mãe de Daniel, disse que não vai desistir. "A sensação é de que a Justiça só existe para os poderosos. Conseguimos a anulação do primeiro julgamento, em outubro, e a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça disse que houve corporativismo. Agora, em um novo julgamento, eu encontrei o mesmo juiz e o mesmo promotor. Eu percebo um caso pessoal do Ministério Público. Esse promotor sequer sabia o meu nome. Será que ele leu o processo? Defendo que o caso seja julgado pela Justiça Federal", disse.

Promotor comenta

O promotor Marcelo Rocha Monteiro disse nesta quarta-feira que as alegações não passam de uma nova estratégia de João Castellar, na tentativa anular mais um julgamento.

"A tática adotada por eles já é conhecida no meio jurídico. Você pede a anulação do julgamento antes de ele acontecer. Eu não sou amigo do réu, não sou amigo da vítima. Eles sabem que as alegações feitas são absurdas", afirmou.

Segundo o promotor, o consumo de bebidas alcoólicas de Daniel e seus amigos - duas garrafas de vodca, uma de uísque e nove latas de energético - foi alto.

"Houve um consumo muito grande de bebidas por parte daqueles rapazes, o que justifica eles encararem um policial militar armado, mesmo depois de ele disparar duas vezes para o alto. Além disso, o jovem que seria o pivô da briga sofreria de problemas psiquiátricos e poderia estar em um dia alterado. Tanto que alguns depoimentos não tinham nem pé, nem cabeça", lembra.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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