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Polícia

Esquadrão anti-bomba é acionado por mala suspeita no Rio

25 nov 2010 - 23h10
(atualizado em 25/11/2010 às 19h04)
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Agentes do esquadrão anti-bomba da Polícia Civil foram deslocados por volta das 22h45 para a rua São Cristóvão, no Rio de Janeiro, após uma mala suspeita ter sido abandonada por dois motoqueiros. A bolsa foi deixada a cerca de 200 m da 17ª DP (São Cristóvão) e os próprios policiais determinaram que curiosos se afastassem. A Polícia Militar foi acionada e isolou o local.

Bombeiros tentam controlar o fogo em um carro na rua Conrado Barboza de Souza
Bombeiros tentam controlar o fogo em um carro na rua Conrado Barboza de Souza
Foto: Marcio Mercante / O Dia

A população do Rio de Janeiro e da região metropolitana está apreensiva com a onda de ataques dos últimos dias. Sessenta e cinco escolas municipais e estaduais cancelaram as aulas nesta quarta-feira pelo "risco a integridade física de alunos, professores e funcionários". Uma empresa de ônibus tirou os veículos das ruas e os moradores temem sair de casa.

Em entrevista, o comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Britto Duarte, afirmou que a queima de carros e ônibus "é um meio barato e relativamente fácil de causar uma imensa dose de pânico na população". Segundo ele, a recomendação aos cidadãos diante o cenário violento é: "como já determinou o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, é importante manter a calma e continuar sua rotina. Em caso de assalto, nunca reagir, evitar olhar no rosto dos bandidos para não irritá-los e se manter parado".

Na noite desta quarta-feira, o último balanço parcial das operações realizadas em diversas comunidades na cidade pela Polícia Militar (PM) divulgou que 14 pessoas morreram em confronto com os agentes; 25 foram presas e dois policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se feriram durante as ações nesta quarta.

Violência

Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro.

Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso.

Ainda no domingo, em arrastão na Via Dutra, uma quadrilha armada bloqueou um trecho da pista sentido São Paulo, na altura de Pavuna, e roubaram um Kia Cerato e um Prisma. Na ação, uma das vítimas, identificada como Guilherme Feitosa da Silva, 26 anos, foi baleado na cabeça e levado em estado grave para o Hospital Getúlio Vargas.

Na manhã de segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à avenida Brasil, em Irajá, também na zona norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos - uma van de passageiros que fazia o trajeto de Belford Roxo para o Centro, um Monza e um Uno. Também na segunda pela manhã, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que queimaram os carros no Trevo das Margaridas.

À noite, criminosos atearam fogo em outros dois veículos na rodovia Presidente Dutra, sentido Capital, na altura da Pavuna. Na zona norte, uma cabine da Polícia Militar (PM) foi metralhada próximo ao shopping Nova América, em Del Castilho.

Já na manhã de terça-feira, dois homens foram mortos a tiros em um Honda Civic na rodovia Washington Luís, altura do km 122. A PM diz que não há relação entre este crime e os ataques anteriores. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atribuiu a escalada de violência à atuação do Estado no combate à criminalidade nas favelas. "Sem dúvidas isso tem relação com a nossa política de segurança pública", afirmou, referindo-se à implantação de unidades de polícia pacificadora (UPPs).

Fonte: O Dia
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