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Defesa de ex-policial preso nega elo na morte de Marielle

10 mai 2018
17h18
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A defesa do ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando da Curicica, negou, nesta quinta-feira (10), que ele tenha qualquer envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Curicica, que está preso em Bangu 9, acusado de participação em milícia, escreveu uma carta, datada de ontem (9), garantindo que sequer conhecia Marielle e que nunca esteve com o vereador Marcello Siciliano (PHS), conforme um delator afirmou em depoimento à polícia.

Foto: Jornal do Brasil

O advogado Pablo Andrade, que defende Curicica, ressaltou que seu cliente ficou "surpreso e espantado" com as denúncias feitas pelo delator, que contou sua versão dos fatos em troca de proteção policial. Segundo o advogado, o informante é um policial militar da ativa, que inclusive teve nome e batalhão revelados na carta escrita por Curicica.

"É uma testemunha sem qualquer credibilidade. Por ser um policial da ativa, todas as argumentações dele caem por terra, porque ninguém é obrigado a trabalhar por dois anos em uma milícia. Isso não existe", sustentou o advogado.

Segundo ele, Curicica jamais esteve com Siciliano ou Marielle e o seu desejo é que as investigações terminem o mais rápido possível, apontando quem matou a vereadora.

"O que a gente quer é provar, o mais rápido possível, que o Orlando não tem nenhuma relação nem com Marielle nem com o vereador Marcello Siciliano. Nunca estiveram juntos. Orlando nunca tinha ouvido falar de Marielle, como todo o respeito a vereadora, como ele mesmo citou [na carta]. O que a gente espera é uma apuração profunda nessas informações, que são contraditórias. E que isso seja feito o mais rápido possível, pois todo mundo quer saber quem matou Marielle", declarou.

Perguntado qual seria o objetivo do informante da polícia em apontar seu cliente como envolvido na morte da parlamentar, o advogado considerou que seria uma atitude de desespero das autoridades policiais em elucidar o caso.

"Eu não acho que seja algo para prejudicar [o meu cliente]. Eu vejo uma situação desesperada, de uma administração atrapalhada, de uma investigação que, depois de 57 dias, não entregou nada e acho que, num ato de desespero, vazou essa informação. É no intuito de dar uma resposta à sociedade, mas é preciso muita cautela nessa situação. É preciso responsabilidade nessa investigação", frisou Andrade.

Agência Brasil Agência Brasil

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