Tio e pais do menino boliviano Bryan, 5 anos, morto durante tentativa de assalto na zona leste de São Paulo
Foto: Janderson Oliveira / Futura Press
O corpo do menino boliviano de 5 anos que foi assassinado em São Paulo, na última sexta-feira (28), porque não parava de chorar, chegará nesta tarde ao aeroporto de El Alto, vizinho a La Paz, de onde será levado a sua cidade natal, no planalto, onde será enterrado.
O corpo do menino Bryan Yanarico voltará à Bolívia em um voo da Boliviana de Aviación em que também viajarão seus pais, informou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
O departamento, segundo a nota, financiou as despesas de repatriação, enquanto uma empresa funerária bancará gratuitamente a mudança até a cidade de Achacachi, no planalto.
Os parentes serão acompanhados em sua chegada e durante todo o trajeto até sua cidade por funcionários da Direção de Gestão Consular, acrescenta o comunicado da chancelaria.
Os pais de Bryan chegaram ao Brasil no começo do ano para trabalhar em uma confecção, e embora tenham dado aos assaltantes R$ 4,5 mil os criminosos exigiram mais dinheiro e ameaçaram matar as duas crianças que estavam na casa no momento.
Segundo o relato dos parentes, a criança começou então a chorar e um dos assaltantes lhe deu um tiro na cabeça.
Entre sexta-feira e hoje, três suspeitos do crime foram detidos, um deles de 17 anos, informou a Polícia Civil de São Paulo.
30 de junho - Familiares oram durante o velório do menino Bryan Yanarico Capcha de 5 anos
Foto: Futura Press
30 de junho - O garoto foi assassinado com um tiro na cabeça durante assalto à casa de sua família na madrugada de sexta-feira (28), em São Mateus, na zona leste de São Paulo
Foto: Futura Press
30 de junho - Pais do menino Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos, durante velório no Cemitério São Judas, em Guarulhos, Grande São Paulo, na noite deste sábado
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
28 de junho - Tio e pais do menino boliviano Bryan, 5 anos, morto durante tentativa de assalto na zona leste de São Paulo
Foto: Janderson Oliveira / Futura Press
28 de junho - Dezenas de bolivianos fazem protesto pedindo justiça em frente ao 49º DP no Bairro de São Mateus, em São Paulo (SP), após a morte do menino Brayan Yanarico Capcha
Foto: Peter Leone / Futura Press
28 de junho - Crianças bolivianas acendem vela durante protesto em frente à 49º DP
Foto: Gero / Futura Press
28 de junho - O cônsul Geral da Bolívia em São Paulo, Jaime Almanza, acompanha o caso na delegacia
Foto: Gero / Futura Press
1º de julho - A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, convocou nesta segunda-feira uma reunião extraordinária para amanhã, em João Pessoa, com o objetivo de debater a situação dos imigrantes bolivianos no Brasil
Foto: Gabriela Biló / Futura Press
1º de julho - Cerca de 500 bolivianos protestaram e pediram paz na frente do Consulado Geral da República da Bolívia no Brasil, na avenida Paulista em São Paulo, nesta segunda-feira. Manifestação foi promovida após a morte do garoto boliviano Bryan Yanarico Capcha de 5 anos, assassinado durante assalto em São Mateus, na zona leste da capital paulista
Foto: Gabriela Biló / Futura Press
3 de julho - Pai do assaltante Diego Rocha Freitas Campos comparece ao 49° Distrito Policial, em São Paulo, nesta quarta-feira. Diego Rocha é acusado de matar o menino boliviano Bryan Yanarico Capcha, 5 anos, com um tiro na cabeça após invadir a residência onde ele morava com os pais em São Mateus
Foto: Gero / Futura Press
3 de julho - Patrícia Veja, advogada da família do menino Bryan Yanarico Capcha, comparece à 49° DP, em São Paulo. Bryan foi morto com um tiro na cabeça
Foto: Gero / Futura Press
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Crime bárbaro
O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira, quando os criminosos invadiram uma casa onde vivia uma família de bolivianos, que se mudou recentemente para São Paulo para trabalhar com confecção. Segundo a polícia, os bandidos se irritaram quando descobriram que as vítimas tinham apenas R$ 4,5 mil em casa e com o choro da criança. Antes de deixar a residência, um dos bandidos atirou na cabeça do menino Bryan Yanarico Capcha, 5 anos.
Os suspeitos chegaram a pé ao local e renderam o pai, Ediberto Yanarico Quiuchaca, 28 anos, e o tio da criança, Carlos, quando entravam na residência. Eles estavam armados com quatro facas e dois revólveres. Entre oito e 10 pessoas que estavam na casa foram mantidas reféns. Inicialmente, foram dados R$ 3,5 mil aos ladrões, que pediram mais. Como a família continuava sendo ameaçada, o pai foi até o carro e entregou mais R$ 1 mil. Ainda assim, os criminosos insistiram que havia mais dinheiro no local.
Assustadas, as crianças choravam e faziam barulho, e os bandidos ameaçavam os reféns caso os gritos não parassem. Segundo o investigador Pinto, foi nesse momento que Bryan foi atingido com um tiro na cabeça. "Ele estava no chão, agachado com a mãe (Verônica Capcha Mamani, 24 anos)", contou o policial.
Familiares ainda tentaram levar a vítima a um hospital de São Mateus, mas o menino chegou morto ao local. Todos os bandidos fugiram a pé com o dinheiro e seguem foragidos.
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