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Polícia

Corpo de menino assassinado em SP chega à Bolívia nesta tarde

1 jul 2013 - 15h16
(atualizado às 16h09)
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Tio e pais do menino boliviano Bryan, 5 anos, morto durante tentativa de assalto na zona leste de São Paulo
Tio e pais do menino boliviano Bryan, 5 anos, morto durante tentativa de assalto na zona leste de São Paulo
Foto: Janderson Oliveira / Futura Press

O corpo do menino boliviano de 5 anos que foi assassinado em São Paulo, na última sexta-feira (28), porque não parava de chorar, chegará nesta tarde ao aeroporto de El Alto, vizinho a La Paz, de onde será levado a sua cidade natal, no planalto, onde será enterrado.

O corpo do menino Bryan Yanarico voltará à Bolívia em um voo da Boliviana de Aviación em que também viajarão seus pais, informou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

O departamento, segundo a nota, financiou as despesas de repatriação, enquanto uma empresa funerária bancará gratuitamente a mudança até a cidade de Achacachi, no planalto.

Os parentes serão acompanhados em sua chegada e durante todo o trajeto até sua cidade por funcionários da Direção de Gestão Consular, acrescenta o comunicado da chancelaria.

Os pais de Bryan chegaram ao Brasil no começo do ano para trabalhar em uma confecção, e embora tenham dado aos assaltantes R$ 4,5 mil os criminosos exigiram mais dinheiro e ameaçaram matar as duas crianças que estavam na casa no momento.

Segundo o relato dos parentes, a criança começou então a chorar e um dos assaltantes lhe deu um tiro na cabeça.

Entre sexta-feira e hoje, três suspeitos do crime foram detidos, um deles de 17 anos, informou a Polícia Civil de São Paulo.

Crime bárbaro
O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira, quando os criminosos invadiram uma casa onde vivia uma família de bolivianos, que se mudou recentemente para São Paulo para trabalhar com confecção. Segundo a polícia, os bandidos se irritaram quando descobriram que as vítimas tinham apenas R$ 4,5 mil em casa e com o choro da criança. Antes de deixar a residência, um dos bandidos atirou na cabeça do menino Bryan Yanarico Capcha, 5 anos. 

Os suspeitos chegaram a pé ao local e renderam o pai, Ediberto Yanarico Quiuchaca, 28 anos, e o tio da criança, Carlos, quando entravam na residência. Eles estavam armados com quatro facas e dois revólveres. Entre oito e 10 pessoas que estavam na casa foram mantidas reféns. Inicialmente, foram dados R$ 3,5 mil aos ladrões, que pediram mais. Como a família continuava sendo ameaçada, o pai foi até o carro e entregou mais R$ 1 mil. Ainda assim, os criminosos insistiram que havia mais dinheiro no local.

Assustadas, as crianças choravam e faziam barulho, e os bandidos ameaçavam os reféns caso os gritos não parassem. Segundo o investigador Pinto, foi nesse momento que Bryan foi atingido com um tiro na cabeça. "Ele estava no chão, agachado com a mãe (Verônica Capcha Mamani, 24 anos)", contou o policial.

Familiares ainda tentaram levar a vítima a um hospital de São Mateus, mas o menino chegou morto ao local. Todos os bandidos fugiram a pé com o dinheiro e seguem foragidos. 

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/brasil/infograficos/criancas-homicidios/iframe.htm" href="http://noticias.terra.com.br/brasil/infograficos/criancas-homicidios/iframe.htm">veja o infográfico</a>
EFE   
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