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Comerciante diz ter vendido revólver à namorada de PC Farias

Depoimento de testemunha corrobora versão de que Suzana Marcolino teria assassinado o empresário e, depois, cometido suicídio

7 mai 2013
20h16
atualizado em 9/5/2013 às 10h01
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Comerciante lembra como vendeu arma para Suzana Marcolino

A comerciante Mônica Calheiros afirmou nesta terça-feira, no julgamento do caso PC Farias, que vendeu à namorada do empresário, Suzana Marcolino, o revólver que teria sido usado para matar o casal. O depoimento da testemunha ouvida no segundo dia do júri corrobora a primeira versão do caso, de que Suzana teria assassinado Paulo César Farias e, na sequência, cometido suicídio.

Em um depoimento confuso, Mônica afirmou que Suzana foi a sua churrascaria em 1996, ano em que o casal foi encontrado morto. A comerciante afirmou que havia recebido a arma de presente do marido e a vendeu para a namorada de PC Farias por R$ 250.

"Nessa época, se usava muito arma para proteção. Então, lá como era um ponto comercial e ficava numa rodovia, realmente era muito perigoso. E eu tinha ganhado uma arma do meu marido de presente, para ficar na churrascaria", afirmou a comerciante.

Segundo Mônica, Suzana informou que estava à procura de uma arma para praticar tiro ao alvo. "A gente não tinha essa prática de venda de arma, aí eu lembrei dessa arma que, para mim, não tinha tanta utilidade. Ela falou que ela queria praticar tiro ao alvo, foi isso que alegou na época", afirmou a comerciante, relatando que o dinheiro foi pago em cheque.

O ex-deputado federal Augusto Farias (PPB, antigo PP), irmão do empresário Paulo César Farias, prestou depoimento à Justiça nesta terça-feira, segundo dia do julgamento de quatro policiais militares acusados de envolvimento na morte de PC Farias e da namorada dele, Suzana Marcolino, ocorridos em 1996. Augusto é testemunha da Promotoria (responsável pela acusação) no júri dos quatro réus, que são ex-seguranças do empresário morto. PC Farias, como era conhecido o empresário, ganhou notoriedade após assumir a função de tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

O caso
Os policiais militares Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva trabalhavam como seguranças de PC Farias e são  acusados de homicídio qualificado por omissão. Paulo César Farias e Suzana Marcolino foram assassinados na madrugada do dia 23 de junho de 1996, em uma casa de praia em Guaxuma. À época, o empresário respondia a vários processos e estava em liberdade condicional. Ele era acusado dos crimes de sonegação de impostos, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. A morte de PC Farias chegou a ser investigada como queima de arquivo, já que a polícia suspeitou que o ex-tesoureiro poderia revelar nomes de outras pessoas que teriam participação nos mesmos ilícitos.

Entretanto, a primeira versão do caso, que foi apresentada pelo delegado Cícero Torres e pelo legista Badan Palhares, apontou para crime passional. Suzana teria assassinado o namorado e, na sequência, tirado a própria vida. A versão foi contestada pelo médico George Sanguinetti, que descartou tal possibilidade e, mais tarde, novamente questionada por uma equipe de peritos convocados para atuar no caso. Os profissionais forneceram à polícia um contralaudo que comprovaria a impossibilidade, de acordo com a posição dos projéteis, da tese de homicídio seguido de suicídio.

Fonte: Terra
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