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Polícia

Bicheiro depõe por 3 horas sobre morte do filho no Rio

Bicheiro depõe por 3 horas sobre morte do filho no Rio

22 abr 2010 - 15h43
(atualizado às 19h12)
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O contraventor Rogério Andrade saiu da Delegacia de Homicídios (DH), no Rio de Janeiro, após cerca de três horas de depoimento sobre o assassinato do filho Diogo Andrade, 17 anos. "Respeitem a minha dor", disse o bicheiro, que não quis dar entrevista. Segundo o advogado de Rogério Andrade, Luiz Carlos Silva Neto, seu cliente está se lembrando aos poucos dos momentos antes do atentado.

Policiais examinam veículos atingidos pelas explosões
Policiais examinam veículos atingidos pelas explosões
Foto: Douglas Shineidr / Futura Press

O bicheiro chegou à delegacia acompanhado pelo advogado e escoltado por cinco carros. O veículo que ele estava ainda deu uma volta no quarteirão, antes de parar definitivamente na porta da delegacia.

No dia 8 de abril deste mês, um explosivo que estava embaixo do carro de Rogério Andrade causou a morte de Diogo na pista central da Avenida das Américas, na altura do condomínio Barra Bali, no Recreio.

O subchefe operacional de Polícia Civil, Carlos Oliveira, disse que o explosivo estava na direção do centro do carro, mais próximo do motorista. O filho de Rogério teria morrido no lugar do pai, já que estava dirigindo o automóvel. Rogério Andrade estava no banco do carona.

Dois carros, um deles o que era usado pelo contraventor e seu filho, e uma motocicleta foram atacados por bandidos e ficaram completamente queimados. Outros veículos que passavam pelo local também teriam sido atingidos.

Diogo Andrade, 17 anos, era muito ligado ao pai. Ele era filho de Ana Paula, ex-mulher do contraventor. No tempo em que Rogério Andrade ficou preso, o filho costumava visitá-lo diariamente. Eles frequentavam uma academia da zona oeste, todas as manhãs. Com a separação dos pais, Diogo chegou a escolher morar com Rogério, na Barra da Tijuca.

Contraventor deixou Bangu 1 em 2009

No dia 23 de junho de 2009, os cinco ministros da quinta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram, por unanimidade, soltar Rogério Andrade. O contraventor estava preso em Bangu 1, no Complexo de Gericinó.

Rogério - que protagonizou uma guerra contra o rival, Fernando Iggnácio, deixando dezenas de mortos - havia sido condenado a 19 anos de prisão pela morte do primo, Paulinho de Andrade, filho de Castor de Andrade, em 1998, na Barra da Tijuca.

Em novembro, o advogado Luiz Carlos da Silva Neto, que defende o bicheiro, já havia conseguido, no mesmo STJ, a anulação da sentença. Em janeiro, Rogério e Iggnácio foram condenados pela 4ª Vara Federal Criminal a 18 anos de reclusão por formação de quadrilha armada, corrupção ativa e contrabando após a Operação Gladiador. Mas em março Iggnácio já havia conseguido um habeas-corpus.

Fonte: O Dia
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