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Beltrame sobre operação violenta na Maré: "difícil avaliar cenário de guerra"

Secretário de Segurança do Rio de Janeiro diz que lógica de guerra não é mais a da polícia e que investigação de mortes em será transparente

26 jun 2013
11h36
atualizado às 11h54
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O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro se pronunciou sobre os confrontos das forças policiais e criminosos que resultaram em nove mortes no Complexo da Maré, zona norte da capital fluminense. Para José Mariano Beltrame, é difícil avaliar se houve excessos policiais na operação da favela Nova Holanda, já que havia um "cenário de guerra".

<p>O secretário de Segurança do Rio disse que situação está sendo monitorada com transparência</p>
O secretário de Segurança do Rio disse que situação está sendo monitorada com transparência
Foto: Daniel Ramalho / Terra

"O Batalhão de Operações Especiais (Bope, que perdeu um sargento no local) tem toda uma organização para trabalhar. Infelizmente encontramos uma situação de conflito na Maré, onde o Estado foi atacado e reagiu", disse o secretário em entrevista à rádio CBN, refutando qualquer ação para impedir protestos dos moradores. "Não houve qualquer reação a manifestação. A polícia agiu para conter um crime."

Na noite de segunda-feira, um grupo de estudantes realizou uma pequena manifestação em Bonsucesso, nas imediações da Maré. Um grupo de delinquentes se aproveitou da situação para bloquear a avenida Brasil com barricadas. Eles jogaram pedras nos automóveis e fizeram um arrastão. O Bope foi chamado para intervir e o sargento Ednelson Jerônimo dos Santos foi morto com uma rajada de metralhadora quando entrava na favela Nova Holanda - uma das 13 do complexo - em busca dos criminosos. Na manhã de terça-feira, a polícia prendeu o suspeito de matar o agente, mas outras oito pessoas morreram nos confrontos. 

"Ainda estamos captando informações para apurar se houve excesso dos policiais e quem matou o sargento. Em alguns pontos do Rio ainda há a lógica da guerra, mas esta não é mais a lógica da polícia", assegurou Beltrame. "Assim como retiramos policiais que agem de forma errada, precisamos atuar contra os bandidos. A Divisão de Homicídios e a Defensoria Pública foram ao local e toda a situação é monitorada com transparência."

Beltrame prestou solidariedade às famílias das vítimas dos confrontos e anunciou para breve a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora na Maré. O secretário contou que a subsecretaria de educação valorização e prevenção já conversa com moradores para realizar a ocupação. A intenção é ocupar o complexo de favelas de forma pacífica. "A violência não é boa para a polícia, não é boa para o Rio, não é boa para ninguém."

     

Fonte: Terra
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