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Partido inglês quer rever lei antiterror após detenção de brasileiro

Brasileiro companheiro de jornalista que denunciou esquema de espionagem eletrônica do governo americano ficou 9 horas detido em Londres

19 ago 2013
09h48
atualizado às 13h02
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O Partido Trabalhista da Inglaterra pediu uma investigação urgente sobre o uso dos poderes antiterror para deter David Miranda, companheiro do jornalista Gleen Greenwald, autor de uma série de reportagens sobre um esquema de espionagem eletrônica realizado pelo governo americano. Segundo o periódico The Guardian, para o qual Greenwald trabalha, a secretária do partido, Yvette Cooper, cobrou uma revisão da lei antiterrorismo. Miranda ficou detido durante nove horas no aeroporto de Heathrow.

<p>David Miranda (esq.) teve todo material eletrônico que carregava confiscado pela polícia</p>
David Miranda (esq.) teve todo material eletrônico que carregava confiscado pela polícia
Foto: AP

"A prisão causou consternação considerável e o Ministério do Interior deve explicar como isso pode ser justificado", disse Yvette Cooper. Todo material eletrônico que Miranda carregava - celular, laptop, câmera, cartões de memória, DVDs e consoles de videogames -, foi confiscado pela segurança do aeroporto. Conforme Yvette, a Cláusula 7 da lei pode ser prejudicada se houver a percepção de que não está sendo usada da maneira correta.

"Qualquer suspeitas de que (a lei) está sendo mal utilizada deve ser investigada e esclarecida com urgência. O apoio da opinião pública para esses poderes não deve ser ameaçado por uma percepção de uso indevido", ressaltou ela.

Em entrevista ao programa Today, da Rádio 4 da BBC, Keith Vaz, presidente do Comitê de Assuntos Internos do Parlamento britânico, disse que vai pedir que a polícia justifique "o uso da lei antiterrorismo para enquadrar pessoas que não parecem estar envolvidas em ações deste tipo".

"O que é extraordinário é que eles sabiam que se tratava do parceiro de Greenwald e, portanto, fica claro que não somente as pessoas envolvidas estão sendo visadas, como também pessoas ligadas aos envolvidos", disse.

Fonte: Terra
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