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Política

Tarcísio sinaliza permanência no Republicanos enquanto sigla monta estrutura presidencial para 2026

Valdemar Costa Neto voltou a dizer que governador irá para o PL; assessoria diz que governador 'segue' no Republicanos, e presidente da legenda não respondeu

3 dez 2025 - 05h41
(atualizado às 08h14)
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Resumo
Tarcísio de Freitas indica permanecer no Republicanos, que já organiza estrutura para possível candidatura presidencial em 2026, apesar de especulações sobre sua ida ao PL e alianças políticas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Foto: RAUL LUCIANO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem dito a aliados que, independentemente do caminho que vá seguir em 2026 — a reeleição ou a disputa presidencial —, não pretende trocar o Republicanos pelo PL de Jair Bolsonaro.

Interlocutores de Tarcísio falam em "90% de chance" de o governador permanecer no Republicanos. Comandada pelo deputado federal e bispo licenciado da Igreja Universal, Marcos Pereira (SP), a legenda já se estrutura de olho na disputa presidencial.

Segundo pessoas próximas, Tarcísio está satisfeito com o partido e avalia ter liberdade de atuação, condição que poderia não se repetir no PL. Procurada, a assessoria do governador informou que ele segue no Republicanos. O partido de Pereira, por sua vez, não respondeu. O espaço segue aberto.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a afirmar na semana passada que Tarcísio se filiará ao PL caso se candidate a presidente. "Já me comunicou isso oficialmente. Agora, dependemos do Bolsonaro escolher quem é o candidato", disse o cacique após evento do partido no Piauí.

Um cardeal do Centrão confirmou ao Estadão que o governador havia sinalizado que concordaria com a mudança há cerca de três meses, mas mudou de ideia e passou a indicar que deseja permanecer no Republicanos. Publicamente, Tarcísio nunca demonstrou intenção de sair do partido.

Para esse dirigente do Centrão, a escolha partidária tem prós e contras: continuar no Republicanos torna mais fácil conquistar votos no eleitorado de centro, enquanto a mudança para o PL reforçaria a ligação com os apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).

Tarcísio e PL têm um histórico de desgaste. No governo Dilma Rousseff (PT), o governador foi alçado a diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) e promoveu uma faxina no órgão, exonerando diversos funcionários ligados à legenda de Valdemar. À época, o partido comandava o Ministério dos Transportes, ao qual o DNIT era subordinado.

Além da preferência pessoal, o governador tem sido aconselhado por estrategistas a rejeitar o "casamento" com o PL. A avaliação é que o PL ficou radical e, hoje, carrega uma rejeição alta junto ao eleitorado. Sobretudo se o plano for a disputa presidencial, uma filiação poderia dificultar a construção de uma candidatura moderada.

Segundo a pesquisa "A Cara da Democracia", o PL é hoje o segundo partido mais rejeitado do País, atrás apenas do PT. Entre os entrevistados que afirmam não gostar de alguma legenda, 27% mencionam o PL e 50,8% citam o PT.

Apesar de liderar em rejeição, a sigla do presidente Lula é a que concentra mais simpatizantes: 59,3% contra 19,6% do PL, considerando apenas o universo de eleitores que declararam ter simpatia por algum partido. Isto é, o PL tem mais "haters" do que "fãs". A pesquisa entrevistou 2500 mil pessoas entre 17 e 26 de outubro de 2025. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e nível de confiança é de 95%.

Aliados de Tarcísio favoráveis à filiação ao PL justificam que a mudança reforça que ele é o candidato de Bolsonaro e facilita a campanha em torno do número de urna 22, amplamente associado ao ex-presidente.

Eles lembram que 500 mil eleitores anularam o voto ao digitar 22 na urna eletrônica para governador de São Paulo na última eleição. Esses votos foram anulados porque o PL não tinha candidato a cargo e estava apoiando Tarcísio. O temor é que o fenômeno se repita em maior escala em uma eventual eleição contra Lula.

Republicanos já se prepara para disputa presidencial

Embora não haja martelo batido, o Republicanos já opera com a possibilidade de lançar o governador ao Palácio do Planalto e, nos últimos meses, passou a preparar o terreno para o possível projeto presidencial de Tarcísio.

O Republicanos fechou a contratação da PLTK, agência de comunicação política que tem como um de seus sócios o marqueteiro Pablo Nobel, que foi responsável pela campanha de Tarcísio ao governo de São Paulo em 2022.

A agência prestará consultoria para o partido como um todo. Aliados de Tarcísio afirmam que Pablo Nobel deve comandar a campanha do governador em 2026, seja na disputa pela reeleição em São Paulo, seja para uma candidatura à Presidência. Além da agência, o Republicanos tem encomendado pesquisas para mapear pontos fortes e fragilidades do governador.

Estadão
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