Justiça determina afastamento do subsecretário de Administração Penitenciária do RJ suspeito de extorquir presos por laudos médicos
Decisão da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa foi tomada após detento denunciar cobrança de R$ 600 mil em propina
A Justiça do Rio de Janeiro determinou o afastamento do subsecretário de Administração Penitenciária (Seap), Lúcio Flávio Correia Alves, e de três inspetores, suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção.
A decisão, tomada pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa no último dia 10, ocorre depois de um detento preso no Complexo Penitenciário de Gericinó denunciar ter sido pressionado a pagar R$ 600 mil em propina para obter um laudo médico que lhe garantiria prisão domiciliar.
O caso foi inicialmente revelado pelo RJ2, da Rede Globo, após a Justiça receber cartas do detento com informações sobre o suposto esquema.
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De acordo com a reportagem, o preso havia passado por uma cirurgia bariátrica e teria direito à recuperação em casa. No entanto, funcionários do sistema prisional começaram a extorqui-lo para que ele conseguisse o laudo.
Nas cartas, ele conta ter sido retirado da cela duas vezes para tratar do assunto, além de mostrar à Corregedoria comprovantes de transferências que apontavam que era obrigado a fazer pagamentos a um grupo de funcionários da unidade prisional.
O relatório da Corregedoria da Seap identificou que o esquema criminoso dentro da prisão envolveria a direção e subdireção do hospital penitenciário, além do chefe de segurança da unidade, um médico, um enfermeiro, um nutricionista e advogados que também são acusados de participação.
O Terra tenta contato com a Seap e com o subsecretário da pasta para se posicionar diante da decisão. O espaço segue aberto para manifestações.
De acordo com a Rede Globo, depois de passar pelas cirurgias, o detento agora se recupera numa outra unidade de saúde dentro de Bangu. A defesa dele ainda tenta conseguir a prisão domiciliar judicialmente.
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