Arma customizada de Jair Bolsonaro é recolhida na região metropolitana de Porto Alegre
Questionada sobre o paradeiro da espingarda fora de Brasília, a equipe de defesa jurídica de Jair Bolsonaro informou que o objeto de calibre 12 encontrava-se sob a custódia de uma empresa importadora de artigos bélicos sediada no Rio Grande do Sul
A Polícia Federal (PF) recolheu a última arma vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que ainda restava ser entregue às autoridades. Trata-se de uma espingarda de fabricação turca, avaliada em cerca de R$ 15 mil no mercado brasileiro, que foi localizada e apreendida na cidade de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O armamento, um modelo semiautomático AR-05-16 de calibre 12 GA fabricado pela Maestro Arms Company (M.A.C), possui customização exclusiva com a pintura da bandeira do Brasil. O item foi um presente pessoal do proprietário de uma fábrica de armamentos ao ex-presidente. A apreensão cumpre a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia ordenado o recolhimento de todo o arsenal do político.
A localização do armamento ocorreu após o homem que guardava o item realizar uma entrega voluntária aos agentes federais. A equipe da PF deslocou-se até o endereço do depositário na última quarta-feira (8) para formalizar o recolhimento e enviou o registro fotográfico do rifle ao STF, confirmando a conclusão da medida.
Questionada sobre o paradeiro da espingarda fora de Brasília, a equipe de defesa jurídica de Jair Bolsonaro informou que o objeto de calibre 12 encontrava-se sob a custódia de uma empresa importadora de artigos bélicos sediada no Rio Grande do Sul. Segundo os advogados, o ex-presidente nunca chegou a retirar ou ter a posse física do armamento após o processo de importação e trâmites de registro.
O recolhimento em solo gaúcho ocorreu simultaneamente a outra ofensiva da corporação. Também na quarta-feira (8), agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência oficial de Bolsonaro, localizada no bairro Jardim Botânico, em Brasília. A ordem judicial de Moraes estipulava a busca por armas, munições e registros, mas a vistoria foi encerrada em menos de uma hora sem que nenhum material fosse encontrado.
Jair Bolsonaro cumpre atualmente uma pena unificada de 27 anos e 3 meses de reclusão devido à sua condenação por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente permanece em regime de prisão domiciliar humanitária desde o dia 24 de março deste ano. A medida foi concedida e posteriormente prorrogada por Alexandre de Moraes para permitir o tratamento médico e a recuperação de um quadro de broncopneumonia.
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