Bebê sofre queimaduras graves após banho em creche
Direção alegou inicialmente "reação na pele", mas depois admitiu que criança foi sentada em pia de inox com água quente correndo
Uma bebê de 11 meses sofreu queimaduras de segundo grau nas pernas, pés e nádegas na última sexta-feira (10), após receber um banho na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Casa da Criança, localizada em Campo Bom, no Vale do Sinos. A menina está internada no Hospital Lauro Réus, no município, e, até o fechamento desta notícia, aguardava transferência para a ala de queimados do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre.
De acordo com o relato da mãe da criança, a direção da escola fez contato por mensagem de texto por volta das 15h10 de sexta-feira, solicitando a presença urgente de um responsável na instituição devido a um "incidente". Ao ligar para obter detalhes, a mãe foi informada de que a bebê havia tido um episódio de diarreia e, durante o banho, a água quente teria causado uma reação na pele, mas que "não teria sido nada demais".
Ao chegar à escola, a mãe encontrou a filha já sob os cuidados de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Naquele momento, a diretora da escola afirmou que a professora responsável pelo atendimento havia testado a temperatura da água antes de colocar a bebê na banheira e que as bolhas na pele só haviam surgido após o término do banho.
No entanto, a versão apresentada pela administração escolar mudou posteriormente no ambiente hospitalar. Segundo a mãe, a diretora explicou mais tarde que a educadora teria deixado a água quente escorrendo enquanto acomodava a bebê sentada diretamente sobre a cuba de inox da pia. A suspeita é de que a superfície de metal tenha superaquecido com o fluxo da água, provocando as lesões de segundo grau na pele da criança.
A mãe da menina registrou um boletim de ocorrência neste sábado (11). O caso será investigado.
Em nota oficial, a Prefeitura de Campo Bom lamentou profundamente o ocorrido e informou que está acompanhando de perto o estado de saúde da criança, prestando o suporte necessário à família. A administração municipal também garantiu que já instaurou os procedimentos administrativos cabíveis para apurar a conduta dos profissionais da instituição de ensino.
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