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Governo envia mais soldados para fronteira com Venezuela

8 fev 2018
20h38
atualizado em 9/2/2018 às 07h51
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O governo brasileiro enviará mais soldados para a fronteira com a Venezuela e começará a realocar dezenas de milhares de refugiados venezuelanos que fugiram para o norte do Brasil, disse nesta quinta-feira o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Jungmann afirmou que um censo será realizado para indicar quantos venezuelanos cruzaram a fronteira aberta em busca de comida, trabalho e abrigo em Boa Vista, onde a prefeitura diz que 40 mil refugiados colocaram tensão sobre o sistema de saúde municipal e outros serviços públicos.

Venezuelana se abriga em ginásio de Boa Vista
 17/11/2017    REUTERS/Nacho Doce
Venezuelana se abriga em ginásio de Boa Vista 17/11/2017 REUTERS/Nacho Doce
Foto: Reuters

"Tem um drama humanitário. Os venezuelanos estão sendo expulsos de seu país por fome e falta de empregos e medicamentos, e ao mesmo tempo é uma situação de muita pressão sobre a infraestrutura social e física da cidade de Boa Vista", disse Jungmann a repórteres após se encontrar com autoridades locais.

"Nós estamos aqui para trazer ajuda do governo federal e fortalecer a fronteira", completou.

O Exército brasileiro vai dobrar seu contingente de soldados na fronteira para 200 soldados, disse o ministro.

A visita de Jungmann ao Estado de Roraima acontece após a Colômbia aumentar controles fronteiriços com a Venezuela e dizer que irá prestar assistência para centenas de milhares de venezuelanos que fogem da crise econômica. [nL2N1PY209]

O governo brasileiro disse que não irá fechar a fronteira e que planeja realocar refugiados para outras cidades no interior do país, onde podem encontrar empregos e se estabelecerem.

Jungmann visitou uma praça em Boa Vista onde cerca de 300 venezuelanos estavam dormindo a céu aberto.

Três abrigos administrados com apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados rapidamente foram preenchidos no ano passado, enquanto venezuelanos continuam a chegar e não possuem lugar para dormir ou encontrar empregos em um mercado trabalhista saturado.

"A situação piorou. Mais e mais estão chegando e não há onde colocá-los para tirá-los das ruas", disse um porta-voz do governo do Estado de Roraima.

 

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