Janja e ministras viajaram ao Rio com avião da FAB e visitaram escola de samba, em outubro
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em outubro do ano passado para cumprir agenda no Rio de Janeiro que incluiu uma visita ao barracão da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no carnaval carioca.
No mesmo voo estavam as ministras Anielle Franco, da Igualdade Racial, e Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação. Elas acompanharam a primeira-dama na visita à agremiação. A informação foi publicada primeiro pelo portal Metrópoles e confirmada pelo Estadão.
Após a ida ao barracão, Janja e as ministras participaram do lançamento da Conferência da Década dos Oceanos de 2027. A primeira-dama esteve no evento na condição de "enviada especial da COP". O grupo retornou a Brasília no mesmo dia, por volta das 17h10, também em aeronave da FAB.
O voo foi solicitado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Na justificativa apresentada à FAB, a pasta mencionou apenas a participação da ministra Luciana Santos na conferência sobre oceanos. O documento não faz referência à visita ao barracão da escola de samba.
A Pasta informou que a agenda oficial da ministra Luciana Santos no Rio, no dia 6 de outubro do ano passado, teve como foco central o fortalecimento do protagonismo científico brasileiro na preservação dos oceanos. Procuradas, Janja e Anielle não se manifestaram até a publicação deste texto.
Pelas regras que disciplinam o uso de aeronaves oficiais, não há impedimento para que a primeira-dama embarque em voo que transporte ministros de Estado. A norma prevê que a autoridade responsável pela solicitação apresente a justificativa da viagem e informe quem a acompanha. Também estabelece uma ordem de prioridade para o uso das aeronaves, que inclui emergências médicas, questões de segurança e compromissos de trabalho, além de prever o compartilhamento de voos quando possível.
A Acadêmicos de Niterói desfilou na Marquês de Sapucaí com um enredo em homenagem a Lula, o que provocou reações de adversários políticos do presidente e representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Partido Liberal (PL) acionou o TSE na quinta-feira, 19, para pedir a investigação do desfile. Já o Partido Novo e parlamentares da oposição tentaram barrar a apresentação antes do carnaval e afirmam que manterão as ações, sob o argumento de que houve propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder.