Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Gabriel era um sonhador, diz mãe de brasileiro em velório

10 ago 2009 - 14h02
(atualizado às 15h15)
Compartilhar

AMANDA PINHEIRO

Cerca de 50 pessoas estiveram na manhã desta segunda-feira na capela 1 do cemitério Memorial do Carmo, na zona norte do Rio de Janeiro, onde é velado o corpo do economista Gabriel Buchmann. Emocionada, a mãe de Gabriel garantiu que dará continuidade ao trabalho humanitário do filho. "Meu filho era um idealista, um sonhador. Tinha o ideal de melhorias e queremos dar continuidade a isso", disse Maria de Fátima Buchmann.

Familiares choram a morte de Gabriel no velório, no Rio de Janeiro
Familiares choram a morte de Gabriel no velório, no Rio de Janeiro
Foto: O Dia

A mãe de Gabriel chegou ao cemitério por volta das 11h30, com a irmã do economista. Maria de Fátima agradeceu a solidariedade dos amigos, citando que, desde o desaparecimento do filho, recebeu muitas mensagens de amor e carinho.

Gabriela Reis, namorada de Gabriel, falou sobre o resgate do corpo e agradeceu a todos. Disse que Gabriel morreu fazendo o que gostava.

O economista desapareceu no dia 17 de julho após dispensar o guia que havia contratado para escalar o monte Mulanje, no Maluí, na África. Na última quarta-feira, o corpo foi encontrado e a família notificada por diplomatas franceses. Gabriel será cremado na terça-feira à tarde no mesmo local onde é velado.

Corpo chegou domingo

O corpo chegou ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no fim da tarde de domingo, e foi levado de carro para o Rio. As últimas imagens do economista, registradas na câmera fotográfica encontrada com ele, mostram que o jovem conseguiu atingir o cume do monte Mulanje, no Maláui, no dia 17 de julho. Ele estava agasalhado, com gorro, cachecol.

O economista foi visto com vida, pela última vez, quando se preparava para a escalada. O guia contratado para subir com Gabriel disse que foi dispensado no dia 16 de julho, quando o brasileiro decidir seguir sozinho, para percorrer a trilha mais rapidamente. No dia seguinte, o tempo mudou, e as temperaturas caíram.

Durante mais de duas semanas, uma equipe de canadenses ajudou os locais nas buscas. Eles chegaram a passar bem perto de onde Gabriel estava, mas o corpo só foi localizado por camponeses a dois mil metros de altitude, em uma espécie de ninho feito por Gabriel para se proteger do frio. A autópsia concluiu que a causa da morte foram as baixas temperaturas na montanha.

O continente africano era a última escala de uma viagem de estudos que Gabriel fazia desde o ano passado por países pobres do mundo. O cientista econômico, que era morador do Leblon, e também tinha nacionalidade francesa, viajava desde julho de 2008 e já havia passado por 60 países. O carioca tinha mestrado pela PUC-RJ e atualmente cursava doutorado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

O Dia O Dia - © Copyright Editora O Dia S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O Dia.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra