Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Especialista: linha de transmissão suporta vento de 130 km/h

11 nov 2009 - 15h33
(atualizado às 16h41)
Compartilhar

O professor José Antonio Jardini, do Departamento de Energia e Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que as linhas de transmissão de energia do sistema brasileiro são preparadas para suportar ventos de até 130 km/h. Um forte vendaval ou outros fatores climáticos são apontados pelo Ministério de Minas e Energia como uma das possíveis causas para o blecaute ocorrido nesta terça-feira em 18 Estados brasileiros e no Paraguai.

Em São Paulo, poucas janelas tinham luz nesta avenida
Em São Paulo, poucas janelas tinham luz nesta avenida
Foto: Reinaldo Marques / Terra

Ele descartou que o apagão de ontem tenha semelhança com aquele que provocou o racionamento de energia em 2001. Segundo o professor a falta deenergia de ontem tem razões semelhantes às que provocaram o blecaute em1999, quando houve um problema na subestação de Bauru, e em 2002 nasubestação de Ilha Solteira, ambas no interior paulista. Jardini trabalhou no projeto de elaboração das linhas de transmissão da Usina de Itaipu.

"Pelasinformações, caíram duas linhas de transmissão quevinham da Usina de Itaipu para São Paulo, perto de Itaberá. Quandoprojetamos linhas de transmissão, planejamos de forma que, mesmo saindouma linha, o sistema não seja afetado", disse. "Como caem duas linhas, osistema começa a instabilidadeelétrica e é isso que desliga tudo. É um sistema automático de proteção paranão causar danos maiores."

Jardini ressaltou que as linhas de transmissão são preparadas para suportar ventos de até 130 km/h e podem ter caídopor conta de um vendaval mais forte do que esse limite, o queconsiderou como algo atípico. "O que derruba linha é vento, avião quecai em cima, ou alguém que dá um tiro naquela cadeia. Às vezes, podemocorrer esses ventos especiais que podem derrubar também as torres".

Oprofessor da USP garantiu que o País conta com uma segurançaenergética. Para ele, o sistema poderia ser mais eficaz a ponto deevitar um corte como o de ontem. Mas isso não quer dizer que o Brasil tenha um modelo frágil. "O mundo inteiro usa esse critério chamado de 'menos um',no qual se sair um elemento, o sistema aguenta. O Brasil não é maisrigoroso nem mais relaxado, faz o que todo mundo faz, então está bem."

Falta de Luz
Segundo o diretor de Itaipu, Jorge Samek, por volta das 22h30 de terça-feira, todas as 18 unidades geradoras da usina da usina começaram a "rodar no vazio", ou seja, não conseguiam passar eletricidade para a rede distribuidora. O problema atingiu pelo menos 18 Estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte. Em alguns Estados, a situação foi normalizada entre a noite de terça-feira e a madrugada e manhã desta quarta-feira.

Segundo o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, três linhas de transmissão com problemas teriam causado o apagão. De acordo com o secretário, duas das linhas vão do Paraná a Itaberá, no sul de São Paulo, e outra liga Itaberá a Tijuco Preto, no sul de Minas Gerais. O problema, afirma Zimmermann, foi possivelmente causado por condições meteorológicas adversas.

Com 20 unidades geradoras e 14 mil megawatts de potência instalada, a usina binacional de Itaipu fornece 19,3% da energia consumida no Brasil e abastece 87,3% do consumo paraguaio. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), cerca de 17 mil megawatts de potência - o equivalente a toda a energia necessária para o Estado de São Paulo - foram perdidos com a pane, o que impossibilitou o fornecimento para as demais regiões.

Agência Brasil Agência Brasil
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra