Trem que partiu sem maquinista foi sabotagem, diz relatório
A SuperVia concluiu nessa sexta-feira o relatório sobre o acidente com o trem que partiu sem maquinista da estação Ricardo de Albuquerque, no dia 18 de janeiro. De acordo com o laudo encaminhado à Secretária Estadual de Transportes e à Agência Reguladora de Transportes (Agentransp), a pane que deixou em pânico os mais de 1.200 passageiros que estavam na composição foi provocada por uma sabotagem.
Testemunhas ouvidas pela concessionária teriam visto uma pessoa não identificada, "com fortes noções de condução de trens", invadindo a cabine da composição prefixo UP-108 que seguia de Japeri com destino à Central do Brasil. Logo em seguida, "uma sequência de procedimentos específicos, que colocaram a composição em movimento" foi adotada.
O responsável pelos comandos, no entanto, teria conseguido abandonar a composição antes que ela deixasse a estação. Tudo isso só teria sido possível, segundo o laudo, por causa das falhas cometidos pelo maquinista. Ele teria descumprido o Regulamento Operacional da SuperVia, ao abandonar a cabine.
Segundo o relatório, o trem partiu da estação Ricardo de Albuquerque às 5h51min - momento em que o maquinista estava ausente da cabine. "Cumprindo todos os protocolos de segurança, o Centro de Controle Operacional da SuperVia desenergizou a linha na qual o trem seguia, mitigando assim os riscos para os passageiros", informou a empresa.
Ainda assim o trem só parou às 5h57 - seis minutos depois - a poucos metros da estação Oswaldo Cruz. Orientados por agentes da SuperVia, os passageiros desembarcaram na via e seguiram até a plataforma da estação onde aguardaram a chegada de outro trem.
O maquinista, que está afastado desde o acidente, foi suspenso e passará por um processo de reciclagem. O caso está sendo investigado pela polícia.