STJ condena escola a pagar R$ 1 milhão por morte de adolescente durante excursão
Segundo a defesa da família de Victoria Mafra Natalini, morta em 2015, a Corte restabeleceu indenização por danos morais; escola diz que morte foi uma 'tragédia imprevisível'
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu restabelecer em R$ 1 milhão a indenização por danos morais à família de Victoria Mafra Natalini, morta em 2015, aos 16 anos, enquanto participava de uma excursão da Escola Waldorf Rudolf Steiner, tradicional na zona sul de São Paulo, onde estudava. Laudo complementar confirmou a morte por estrangulamento.
Em nota, a escola afirmou que "desde o primeiro dia, a instituição e seus professores estiveram à disposição das autoridades para contribuir com a investigação". Declarou também que durante a viagem, os 34 alunos estavam acompanhados por vários profissionais, internos e externos, responsáveis por funções logísticas e pedagógicas. "O que ocorreu foi uma tragédia imprevisível."
No dia seguinte, o corpo da menina foi encontrado já sem vida. Segundo a Polícia Militar informou à época, a roupa da jovem estava intacta e não havia marcas de violência ou sinais de roubo.
Inicialmente, uma perícia do Instituto Médico-Legal (IML) de Jundiaí, para onde o corpo da adolescente foi levado, apontou a causa da morte como inconclusiva. Posteriormente, peritos contratados pela família constataram morte por estrangulamento. Até hoje, a autor do assassinato não foi identificado.
"No laudo complementar, a asfixia é comprovada e demonstrada. Não existe qualquer questionamento em relação a este laudo", diz o advogado.