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SP: protesto de sindicatos ocupa aeroporto de Viracopos, em Campinas

30 ago 2013
10h26
atualizado às 12h59
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Manifestantes ocuparam o entorno do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), a 100 quilômetros de São Paulo, desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira. O grupo integra o movimento nacional organizado por sindicatos que exigem redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além do fim do fator previdenciário e outros temas. Em Viracopos, a manifestação é pacífica e puxada pelo sindicato dos aeroportuários.

São cerca de 100 manifestantes que se juntaram em passeata e provocaram pontos de congestionamento aos acessos do terminal de embarque com reflexo até a Rodovia Santos Dumont. Muitos passageiros chegaram apressados a pé  temendo perder voos. Até o momento não há informações quanto a atrasos significativos em voos e a previsão é que sejam mantidos todos as atividades em Viracopos.

Funcionários de empresas fazem protestos
Funcionários de outras empresas também fazem manifestação pacífica com bandeiras, carros de som e panfletagem em porta de fábrica. Na Refinaria do Planalto Paulista (Replan), em Paulínia (SP), cerca de 200 trabalhadores se concentraram em frente à refinaria, mas não chegaram a fechar a rodovia Zeferino Vaz.

Na Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), autarquia da prefeitura de Campinas,  400 servidores se concentraram em uma via próxima à avenida Abolição, bairro Ponte Preta,  prédio sede da empresa. Eles aguardam uma reunião com a diretoria para discutirem o fim da insalubridade em alguns setores, entre outros acordos trabalhistas. 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Especial para Terra

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