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SP: Haddad notifica sindicatos por greve e refuta mediação

Sindicatos que representam patrões e empregados no transporte coletivo foram notificados a restabelecer normalidade dos serviços, sob pena de punição; Executivo também rejeitou mediar o conflito alegando se tratar de "relação privada"

21 mai 2014
19h13
atualizado às 20h11
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A prefeitura de São Paulo notificou os sindicatos que representam patrões e empregados no transporte coletivo para que seja encerrada a paralisação iniciada na manhã dessa terça-feira e que, ainda nesta quarta, parou ônibus e fechou terminais por toda a cidade.

<p>O secretário municipal das Subprefeituras, Chico Macena, o prefeito Fernando Haddad e o secretário de Transportes, Jilmar Tatto</p>
O secretário municipal das Subprefeituras, Chico Macena, o prefeito Fernando Haddad e o secretário de Transportes, Jilmar Tatto
Foto: Janaina Garcia / Terra

Em entrevista coletiva, no entanto, tanto o prefeito Fernando Haddad (PT) quanto o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, negaram que a Prefeitura vá intervir em um eventual acordo entre as partes alegando que o que há é uma “relação privada”. Segundo o Município, ao menos um milhão de usuários do sistema foram prejudicados nesses dois dias de paralisação.

“Notificamos tanto o sindicato patronal quanto o dos empregados para que ambos cumpram suas obrigações junto à Prefeitura, que está rigorosamente em dia com as empresas”, afirmou Haddad. “Se a nossa parte está sendo honrada, que a parte contrária honre a dela e não a penalize a população, representada pela Prefeitura, ainda mais”, completou o prefeito.

De acordo com o secretário de Transportes, a Prefeitura não vai intervir na relação entre os dois sindicatos na busca por um acordo. “É o dinheiro público que está indo, mas não é um serviço direto com a Prefeitura, é uma relação privada. A relação tem que ser entre eles”, disse.

Conforme Tatto, entre as sanções previstas caso o serviço não seja normalizado estão desde a aplicação de multa ao rompimento dos contratos de concessão –a exemplo do que a atual gestão já fizera, ano passado, ante as paralisações promovidas pelos funcionários de duas empresas. “O contrato nos permite isso”, definiu o secretário.

Greve "infundada e ilegal", diz notificação
Nas notificações, tanto o texto para o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (SP Urbanuss) quanto para o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano afirma que a paralisação é “infundada e ilegal”. As notificações ainda pontuaram que, caso a paralisação não seja suspensa, o Município adotará medidas cíveis (tais como as multas) e penais contra as duas entidades.

Pelos cálculos da prefeitura, ao menos 15 ônibus tiveram as correias dos motores cortadas nesta quarta-feira em diferentes regiões, além de “dezenas” de chaves que “foram roubadas”, segundo Tatto, para impedir a circulação dos ônibus. Motoristas também teriam sido ameaçados por pessoas armadas, reforçou o secretário, para que deixassem os veículos.

PM vai agir com SPTrans em paralisações
Mais cedo, em reunião na Secretaria de Segurança Pública do Estado com o chefe da pasta, secretário Fernando Grella, a prefeitura definiu um esquema conjunto entre SPTrans e Polícia Militar para que haja intervenções imediatas da PM em caso de bloqueio de vias por ônibus que deixarem de circular. Tatto informou que um funcionário da SPTrans foi deslocado ao Comando de Operações da PM (Copom) para ajudar os policiais a identificar e agir nesses pontos de bloqueio.

Foto: Arte / Terra

Fonte: Terra
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