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SC: vento deve manter fumaça tóxica no continente, alerta meteorologista

Fumaça de incêndio foi registrada em imagens de satélite da Nasa

26 set 2013
10h41
atualizado às 14h09
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O vento registrado no litoral norte de Santa Catarina nesta quinta-feira é um dos fatores que mais preocupam as autoridades que trabalham no combate a fumaça tóxica que atingiu a cidade de São Francisco do Sul, localizada a cerca de 200 quilômetros de Florianópolis. Não há a previsão de que o vento ajude a dispersar a fumaça, segundo as informações do Centro de Recursos Ambientais de Santa Catarina (Epagri/Ciram). "O vento é desfavorável a dispersar essa fumaça para o oceano. Pelo cenário, a tendência é que ela continue pela região continental", afirmou o meteorologista Marcelo Martins.

Imagem de satélite mostra a fumaça produzida pelo incêndio em São Francisco do Sul
Imagem de satélite mostra a fumaça produzida pelo incêndio em São Francisco do Sul
Foto: Climatempo / Reprodução

A fumaça é provocada por um incêndio que começou no final da noite de terça-feira em um depósito de fertilizantes localizado na BR-280, no bairro Paulas. A expectativa do Corpo de Bombeiros é a de que a fumaça seja extinta apenas na sexta-feira, o que seria um cenário que inspira ainda mais cuidados por parte da população. "O vento de quadrante sul sudeste deve manter a fumaça na região de São Francisco, Joinville, Itapoá e parte do litoral do Paraná", disse Martins, acrescentando que seria difícil prever uma possível chegada da fumaça ao Estado de São Paulo ou região metropolitana de Curitiba (PR). "É difícil mensurar isso. Podem chegar traços, mas a previsão torna difícil", completou. 

De acordo com a Climatempo, a fumaça é tão densa que foi captada ontem por satélites como o Aqua-Modis, operado pela Nasa. Pela imagem, é possível perceber que ela se espalhava pelo mar, na borda do litoral, até a baía de Paranaguá, no litoral do Paraná.

Ontem, dois bombeiros voluntários de Santa Catarina foram internados após serem intoxicados pela fumaça. Um deles, de Barra do Sul, foi liberado ainda ontem do Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças. O outro, pertencente à corporação de Guaramirim, foi transferido para o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt de Joinville.

Segundo a assessoria de imprensa do hospital, David Marcelino, 59 anos chegou às 4h desta quinta-feira. Ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com intoxicação e o estado de saúde é considerado muito grave

O incêndio
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou no final da noite de terça-feira no depósito de fertilizantes localizado às margens da BR-280, no bairro Paulas, em São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina. 

A fumaça considerada tóxica obrigou a evacuação de bairros nas proximidades e famílias foram alojadas em abrigos ou em casas de parentes. Ao todo, militares e voluntários de nove cidades trabalham no combate ao incêndio. O acidente fez com que milhares de pessoas deixassem a cidade. 

A Defesa Civil do Estado, que chegou a divulgar que a fumaça não seria tóxica e sim, oxidante, voltou atrás e considerou que a população deveria evitar a inalação da substância. A prefeitura decretou situação de emergência e aulas foram suspensas.

A Marinha distribuiu máscaras para a população ainda durante a madrugada de ontem, de forma preventiva, e o comando do 62º Batalhão de Infantaria da cidade de Joinville organizou uma equipe para atuar em São Francisco do Sul e prestar auxílio ao Corpo de Bombeiros.

 

Fonte: Especial para Terra
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