Tio de Suzane von Richthofen é encontrado morto em casa em SP
Abdalla Neto era médico ginecologista e irmão de Marisa von Richthofen, mãe de Suzane e Andreas. Ela e o marido foram mortos em outubro de 2002 a mando da filha
Miguel Abdalla Neto, tio materno de Suzane e Andreas von Richthofen, foi encontrado morto em sua casa, na Rua Baronesa de Bela Vista, em Vila Congonhas, zona sul de São Paulo, na tarde desta sexta-feira, 9.
Abdalla Neto era médico ginecologista e irmão de Marisa von Richthofen, mãe de Suzane e Andreas. Após a morte dela e do marido, Manfred Albert von Richthofen, em 2002, foi o tio quem passou a ter a guarda de Andreas, ainda menor de idade na época.
De acordo com informações da Polícia Militar, ele foi encontrado ao lado da cama, já em rigidez cadavérica. As causas da morte ainda são investigadas, mas informações preliminares da PM apontam para "mal súbito ou morte natural". A residência não tinha sinais de arrombamento.
A polícia foi acionada por um vizinho após Miguel Abdalla Neto ficar dois dias sem visto. Imagens de câmera de monitoramento registraram sua chegada em casa na última quarta-feira, 7. Depois disso, não compareceu ao trabalho e também não atendeu a porta para a diarista na última quinta.
Diante da falta de informações, um dos vizinhos ligou para a Polícia Militar, que acionou perícia e a realização de exame necroscópico. A morte foi constatada por volta das 16h40 desta sexta, segundo informações do boletim de ocorrência.
O caso foi registrado como morte suspeita no 27º Distrito Policial (Campo Belo), informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Miguel Abdalla Neto entrou com ação para tirar herança de Suzane
Manfred e Marisa foram espancados enquanto dormiam e mortos, em outubro de 2002, em um crime ganhou repercussão nacional.
As investigações apontaram que a mandante do assassinato foi a filha, Suzane, que ordenou os irmãos Daniel (namorado dela) e Cristian Cravinhos a cometerem o homicídio. Os três foram condenados, presos, e hoje respondem em liberdade.
Após o crime, Miguel e Suzane entraram em um embate por conta da herança da família, que chega a somar R$ 11 milhões em patrimônio (em valores atualizados).
Miguel chegou a impetrar uma ação na justiça para tirar Suzane da lista de herdeiros. Com a condenação e prisão dela, em 2006, o irmão dela, Andreas von Richthoffen, foi nomeado inventariante.