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RJ: Rocinha é favela em pior situação, diz estudo da prefeitura

7 jan 2011 - 09h46
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Levantamento feito pela prefeitura do Rio de Janeiro informa que existem mais de 18 mil moradias construídas em áreas de alto risco de deslizamentos na cidade. De acordo com o estudo elaborado pela Geo-Rio, das 196 comunidades mapeadas na região do Maciço da Tijuca e da Serra da Misericórdia, 117 oferecem grave perigo para os seus moradores. Pela primeira vez, um estudo mapeou também áreas de risco em bairros. Há unidades residenciais ameaçadas na Barra da Tijuca, Alto da Boa Vista, Cosme Velho, Humaitá, Laranjeiras, Jardim Botânico, Santa Teresa e São Conrado.

As obras preventivas da prefeitura para conter encostas deverão ficar restritas às favelas. Nos bairros, os proprietários serão notificados e terão que executar as intervenções sugeridas pela Geo-Rio.

A Rocinha foi a favela em pior situação: 1.655 moradias estão localizadas em áreas onde há alto risco de deslizamento de terra. No Morro do Alemão, o número chega a 1.025. O Morro do Borel, na Tijuca, aparece em terceiro lugar na lista, com 990 moradias expostas a perigo iminente, que se agrava com as chuvas de verão.

De acordo com o prefeito Eduardo Paes, o estudo servirá de base para a implantação de políticas públicas que minimizem os riscos para os moradores. Mas não necessariamente a população será removida. "Se eu puder resolver essa situação das famílias com obras de geotecnia e contenção de encostas, resolveremos. Se não tiver jeito, aí sim, a ordem é o reassentamento. Mas esse estudo não significa remoção e reassentamento, ele vai servir para a prefeitura identificar quais são as áreas que precisam de obras de contenção", explicou Paes.

Além das informações obtidas através do mapeamento, a prefeitura também vai contar com o reforço de um batalhão de líderes comunitários. Através de um celular doado pelo município, presidentes das associações de moradores das 117 comunidades mais vulneráveis terão uma linha direta com a Defesa Civil e com a Secretaria Municipal de Saúde.

Através do aparelho, eles também receberão mensagens com avisos sobre a chegada de temporais e dicas de procedimentos a serem adotados. Na próxima semana, moradores dessas comunidades também serão treinados para agir em momentos de crise e chuvas fortes.

Presidente da Associação de Moradores do Morro do Borel, na Tijuca, Roberta Ferreira aprovou a iniciativa. "Só no Borel foram 200 famílias desabrigadas (em abril de 2010). A gente tem que prevenir esses acontecimentos. Vamos nos preparar para quando a chuva vier para não ter mais mortes na comunidades", afirmou.

Mapeamento a laser

Desde outubro, a Geo-Rio faz o levantamento aéreo do Maciço da Tijuca por meio de aparelho a laser em alta velocidade. Foi a primeira vez que a cidade teve construções, relevo e vegetação coletados pelo equipamento, que, em só um segundo, 'escaneia' até 500 m de terreno a partir de pulsos emitidos de altura de até 2.000 m. Os voos foram feitos do Costão do Vidigal até Campinho, região com muita ocupação em encostas.

Fonte: O Dia
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