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Protesto em SP acaba em vandalismo; bancos são alvos

Na avenida 23 de Maio, um veículo da TV Record foi alvo de atos de vandalismo

26 jul 2013
19h50
atualizado às 20h54
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Manifestantes interditaram a avenida Paulista em protesto nesta sexta-feira. Agências bancárias foram alvo de atos de vandalismo
Manifestantes interditaram a avenida Paulista em protesto nesta sexta-feira. Agências bancárias foram alvo de atos de vandalismo
Foto: Dario Oliveira / Futura Press

Um grupo de cerca de 300 pessoas interditou totalmente a avenida Paulista no início da noite desta sexta-feira em um protesto contra políticos brasileiros. Segundo a Polícia Militar, a manifestação começou por volta das 18h.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a avenida Paulista chegou a ficar interditada nos dois sentidos por cerca de 20 minutos, das 19h às 19h20. Após a liberação do sentido Consolação, dois grupos seguiam pelo sentido Paraíso.

Conforme mostrado pelo grupo Mídia Ninja, que transmite em tempo real o protesto, a manifestação foi marcada por atos de vandalismo. Ao menos duas agências do banco Itaú, uma do Bradesco e uma do Banco do Brasil foram danificadas. 

Quando o grupo atravessou a avenida Paulista e chegou a avenida 23 de Maio, o trânsito foi interditado por manifestantes. Um veículo da TV Record foi alvo de atos de vandalismo e quase foi incendiado.

Mascarados destroem agências bancárias na Av. Paulista

Na rua Pedroso, na Bela Vista, uma concessionária da Chevrolet foi quebrada. A Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Ao longo do caminho, uma cabine da Polícia Militar foi vandalizada na avenida Paulista e outra na avenida Brigadeiro Luis Antonio.

O protesto é em solidariedade aos manifestantes do Rio de Janeiro e pede a saída do governador fluminense Sergio Cabral (PMDB). 

Grupo quebra carro de emissora de TV em São Paulo

Os manifestantes levam cartazes e faixas com críticas ao governo do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e à violência policial registrada recentemente no Leblon, bairro da zona sul carioca. O movimento não identifica líderes, mas diz ser contrário à violência policial na capital fluminense.

Os atos de vandalismo promovidos por um grupo de mascarados foram condenados por parte dos manifestantes que defendem o protesto sem violência. Eles gritavam pedindo uma manifestação sem vandalismo e os baderneiros respondem: “Sem moralismo”.

Segundo a PM, até as 19h50 ninguém havia sido detido e não havia registro de confronto entre policiais e manifestantes. 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Com informações da Agência Brasil

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Fonte: Terra
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