Prefeitura de BH diz que há 20 jacarés na lagoa da Pampulha
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) de Belo Horizonte informou, nesta sexta-feira, que há cerca de 20 jacarés do papo-amarelo na lagoa da Pampulha, ao contrário do que imaginava a população e a própria secretaria há vários anos.
De acordo com a SMMA, o consórcio de empresas que realiza o desassoreamento da lagoa constatou “a existência de um número mais elevado de jacarés do que era imaginado pela Secretaria. Dos indivíduos avistados, percebe-se que entre eles há filhotes e adultos. Eles foram vistos em alguns pontos, próximo à Ilha dos Amores”, explicou, por meio de nota.
A SMMA disse que vai monitorar os jacarés e fará, nos próximos meses, um levantamento mais detalhado desses animais, em conjunto com o IBAMA, que vai determinar as ações a serem tomadas, inclusive com a possibilidade de remoção dos répteis.
Apesar do elevado número, a Secretaria disse “acreditar que os jacarés não trazem riscos às pessoas, principalmente pelo fato de ser terminantemente proibido a entrada de pessoas nas águas da Pampulha. Contudo, com o processo de limpeza em andamento, espera-se que esportes náuticos sejam praticados no local, o que poderá determinar um eventual plano de manejo dos jacarés,” concluiu a nota.
Morador intruso da lagoa, que foi construída na década de 40 quando Juscelino Kubistcheck era prefeito de Belo Horizonte, o jacaré, agora confirmado jacarés, costumam ser vistos com freqüência por pessoas que caminham ou praticam esportes na orla.
Além dos pássaros e peixes que servem de alimentos, os jacarés da lagoa da Pampulha têm também outra opção de presa: a capivara. Segundo a SMMA, há mais de 100 vivendo na lagoa, principalmente próximo ao parque ecológico Francisco Lins do Rego, mas de acordo com a secretaria, não há registro de que estes animais tenham sido atacados pelos répteis.
A SMMA disse que na próxima semana vai começar a retirada de todas as capivaras da lagoa. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou o manejo dos animais, que primeiro serão isolados em um local nos fundos do parque ecológico e examinados por veterinários para verificar se algum tem carrapato-estrela contaminado pela febre maculosa, doença transmissível ao homem por um inseto.
Em fevereiro deste ano, um homem teria morrido da doença em BH, mas a SMMA desconhece e nega a informação. A transferência das capivaras para outro local vai custar R$ 182 mil à prefeitura de Belo Horizonte.