Pedro Turra é denunciado por homicídio; MP aponta indícios de premeditação na morte de adolescente
Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, áudio no celular de Pedro Turra indica intenção prévia de agressão
Denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios por homicídio doloso, o ex-piloto Pedro Turra teria premeditado as agressões que levaram o adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, à morte.
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Na denúncia, os promotores afirmam que Turra agiu "de forma livre e consciente, assumindo o risco de causar o resultado morte" ao atingir a vítima com socos na cabeça, conforme noticiado pelo Estadão. O órgão também pediu indenização de R$ 400 mil por danos morais à família. A defesa do ex-piloto disse que não irá se manifestar.
Para o Ministério Público, um dos elementos que reforçam a tese de que a agressão não foi impulsiva é um áudio encontrado no celular do ex-piloto. Na mensagem, enviada à namorada antes do confronto, Turra relata que pessoas estariam querendo bater em um amigo, que também seria piloto e colega de Rodrigo, e termina dizendo: "vamos pegar eles". Segundo a acusação, o conteúdo indica que ele decidiu ir ao local já com a intenção de confrontar o grupo.
O documento descreve que a confusão começou após o fim de uma festa em Vicente Pires, no Distrito Federal. Por causa do barulho, os participantes foram para a área externa do condomínio, onde ocorreu o desentendimento. A promotoria afirma que a briga teria sido iniciada "por motivo fútil", após Turra cuspir um chiclete na direção da vítima.
O ex-piloto desceu do carro em que estava e passou a agredir o adolescente com sucessivos socos na cabeça. Em um desses golpes, Rodrigo foi lançado contra outro veículo e bateu a cabeça. Durante buscas, investigadores encontraram uma faca e um soco inglês associados ao denunciado.
Os promotores também destacam a diferença física entre os envolvidos. Turra, segundo a denúncia, mede cerca de 1,92 metro e tem um corpo mais robusto que a vítima, que tinha 16 anos. Pedro Turra está preso desde 30 de janeiro e a ação penal segue em andamento na Justiça. O Terra buscou mais informações com o MP, que afirmou se tratar de um processo sigiloso.