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Parada Gay critica Eduardo Cunha e pauta conservadora

7 jun 2015
18h16
atualizado às 22h30
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Um trio elétrico que exibia uma faixa de “Fora Cunha!” puxou o comboio de 19 carros de som que desfilaram na Parada Gay de São Paulo, neste domingo.

O secretário de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, desfilou no trio elétrico que pediu a saída de Cunha
O secretário de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, desfilou no trio elétrico que pediu a saída de Cunha
Foto: Niyi Fote / Futura Press

Com o tema “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim: respeite-me”, o evento deste ano tem o objetivo de “resgatar a auto-estima” da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) – como definiu o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT), Fernando Quaresma – sem deixar de fazer críticas à agenda conservadora que tomou conta do Congresso Nacional com a liderança do presidente da Câmara, o evangélico Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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A briga de Cunha com os homossexuais é antiga. Em 2011 ele apresentou um projeto para instituir o “Dia do Orgulho Hetero” no Brasil e disse que o objetivo da proposta era “resguardar direitos e garantias aos heterossexuais de se manifestarem e terem a prerrogativa de se orgulharem do mesmo e não serem discriminados por isso".

Além de Cunha, foram alvo de críticas o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), grande entusiasta do já arquivado projeto da “cura gay”, bem como do pastor Silas Malafaia, que nesta semana publicou um vídeo chamando os evangélicos a boicotarem os cosméticos de “O Boticário”, depois que a marca lançou uma campanha com casais homoafetivos para o Dia dos Namorados. O site de Marco Feliciano foi invadido por hackers na tarde deste domingo. Os invasores deixaram uma mensagem condenando a perseguição aos gays.

Na cerimônia de abertura da Parada Gay, na qual autoridades concederam entrevista coletiva à imprensa, Quaresma afirmou que “os últimos tempos foram marcados por um retrocesso no cenário político”. Na sequência, a senadora Marta Suplicy (sem partido) – chamada de “nossa madrinha” por ativistas da causa LGBT – lembrou que mais de 300 homicídios contra LGBTs foram registrados no Brasil em 2014 e prometeu empenho para que a homofobia seja criminalizada. “Nós temos um momento difícil no Congresso, que está muito conservador”, ponderou.

Estado laico
Em sua fala, o prefeito Fernando Haddad (PT) disse que o apoio de São Paulo à causa LGBT mostra compromisso com o Estado laico.

“Gostaria de frisar o significado mais profundo da nossa presença aqui, já que essa é uma iniciativa da sociedade civil. Penso que fica sublinhado o compromisso de São Paulo com o princípio do Estado laico”, disse Haddad. “Fomentar a intolerância e incitar a violência, no nosso País, é algo que ofende a Constituição. Nossa presença aqui é um compromisso contra qualquer tipo de intolerância, hoje em particular contra a comunidade LGBT. Não podemos admitir nenhum tipo de regressão ou retrocesso”, encerrou o prefeito.

"Tenho o direito de preservar macho e fêmea", diz Malafaia

 

Fonte: Terra
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