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Greve do Metrô em SP: veja o que foi decidido pelos metroviários

Categoria cogitou a possibilidade de paralisar as linhas na próxima quarta-feira, 12 de junho

6 jun 2024 - 19h35
(atualizado às 19h37)
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Os metroviários de São Paulo decidiram aceitar as propostas apresentadas pelo governo do Estado e pelo Metrô e não vão paralisar as atividades na próxima quarta-feira, 12 de junho, conforme cogitado pela categoria. A decisão foi divulgada na noite desta quinta-feira, 6, após votação realizada entre os servidores.

Na noite da última quarta, 5, os trabalhadores do Metrô se reuniram em assembleia convocada pelo sindicato dos metroviários para debater uma série de propostas apresentadas pela empresa frente às reivindicações da categoria, que estava em campanha salarial.

Metroviários aceitam propostas do governo de São Paulo e suspendem greve cogitada para a semana que vem.
Metroviários aceitam propostas do governo de São Paulo e suspendem greve cogitada para a semana que vem.
Foto: Taba Benedicto/ Estadao / Estadão

Entre as pautas dos funcionários da companhia, o governo se propôs a pagar estepes horizontais retroativos de março que estavam atrasados; pagar os estepes verticais para os técnicos de nível I; além de efetivar a promoção dos funcionários que passaram em concursos internos, mas que ainda não tinham sido promovidos.

Além disso, outra demanda que foi atendida, segundo o sindicato, foi o pagamento de R$ 3 mil correspondente a metas batidas - chamada de PR pelos metroviários -, que serão transferidos na forma de abono salarial.

O Metrô também se comprometeu a abonar horas de trabalho dos servidores utilizadas para consultas médicas (com exceção de fisioterapia e psicologia); criar um grupo de amparo a pais e responsáveis de filhos identificados com Transtorno do Espectro Autista, e se reunir com o sindicato dos seguranças do Metrô, que alegam acúmulo de função sem aumento salarial por parte da empresa.

A maioria dos membros da diretoria declarou que as melhorias deveriam ser aceitas, mas parte dos funcionários foi contra o posicionamento da diretoria.

Eles defendiam que as principais reivindicações dos trabalhadores, como reajuste salarial de 3,68% - o Metrô oferece reajuste de 2,77% - e abertura de concurso para a contratação de mais funcionários, não foram acatadas.

Diante do impasse, foi aberta votação para decidir se mantinham as negociações com indicativo de greve para o próximo dia 12, ou se acatavam o que foi oferecido pelo governo, dando fim as negociações e suspendendo a possibilidade de paralisação do transporte nos próximos dias.

Com o recuo da categoria e o não avanço da greve, as linhas 1-Azul, 2,-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô devem operar normalmente.

Estadão
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