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Entenda a situação dos apagões no Amapá

Os dois blecautes no Estado ocorreram por problemas distintos e envolvem empresas diferentes

19 nov 2020
19h49
atualizado às 19h55
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Embora tenham ocorrido no mesmo Estado, os apagões no Amapá foram provocados por problemas distintos, envolvendo etapas e empresas de fornecimento diferentes. Na prática, a eletricidade depende de várias companhias para que chegue às casas dos consumidores.

Entenda a situação dos apagões no Amapá
Entenda a situação dos apagões no Amapá
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

A primeira etapa é a geração. Milhares de usinas geram energia a partir das mais variadas fontes - hidrelétrica, solar, eólica, termelétrica, entre outras. As geradoras estão espalhadas em todo o País e é preciso levar essa energia para todos os municípios, pois nem todas as localidades possuem usinas nos arredores.

O transporte da energia até as proximidades dos municípios é tarefa das transmissoras. Por meio de linhas de transmissão sustentadas por torres, a energia é levada até subestações que rebaixam a tensão para níveis inferiores, através de transformadores.

Uma vez que a tensão foi rebaixada, a energia fica a cargo das distribuidoras, responsáveis pela rede de postes que abastece os bairros, além de subestações que rebaixam ainda mais a tensão - para 110 ou 220 volts, dependendo do município.

Nos dois casos verificados no Amapá, o blecaute não ocorreu na primeira etapa, a geração, mas, sim, nas seguintes. O primeiro apagão, no último dia 3, foi o mais grave. O Estado ficou quase quatro dias no escuro, com 14 dos 16 municípios sem energia. O problema aconteceu em razão de um incêndio em um dos transformadores da transmissora - a Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE).

O fogo destruiu um dos equipamentos e danificou o outro, que levou quase quatro dias para voltar a funcionar. Essa subestação deveria ter três transformadores à disposição, mas um deles estava em manutenção desde dezembro do ano passado e somente foi enviado à fábrica para conserto no último dia 15, como revelou o Estadão/Broadcast.

O segundo apagão, nesta terça-feira, dia 17, ocorreu nos equipamentos da distribuidora de energia Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), empresa do governo do Estado, que atua sem contrato há pelo menos cinco anos, em um regime precário, à espera da privatização.

Nesse segundo blecaute, houve três desligamentos da subestação da distribuidora, que afetaram também a ligação com a hidrelétrica Coaracy Nunes. Como o problema foi de menor impacto, a energia caiu às 20h27, mas voltou à 1h04 - ainda que em sistema de rodízio, já que o fornecimento não foi completamente retomado em razão do primeiro apagão.

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Estadão
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