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Dois guardas municipais são presos após matarem adolescente e mentirem sobre dinâmica da ocorrência

Câmera mostra que suspeito de roubar carro não reagiu e foi baleado; prefeitura de Cotia diz que afastou envolvidos

1 jul 2025 - 18h21
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Dois guardas municipais de Cotia, na Grande São Paulo, foram presos em flagrante neste domingo, 29, pela morte de um jovem de 17 anos suspeito de roubo de veículo. Ele e um comparsa tinham rendido os ocupantes e roubado um carro, quando foram perseguidos.

Os guardas fizeram constar que o adolescente havia reagido e atirado contra eles, o que imagens de câmeras desmentiram. O menor estava desarmado e em fuga quando foi baleado.

A Secretaria da Segurança Pública de Cotia diz que os agentes foram afastados preventivamente de suas funções como medida de cautela e para garantir a apuração dos fatos.

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A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos guardas civis, que não tiveram os nomes divulgados.

Os fatos tiveram início no km 19 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia. Dois rapazes desceram de um veículo HB20 e abordaram o condutor de uma SUV Tiggo, anunciando o assalto.

Eles tomaram a vítima como refém e fugiram com o carro para a zona oeste de São Paulo, mas foram perseguidos pelos guardas-civis. Na perseguição, acabaram batendo o carro, na Rua Sylvio Lagreca. Um dos suspeitos, um jovem de 17 anos, foi baleado e morreu.

No registro oficial da ocorrência, os guardas disseram que, após terem batido o carro, os suspeitos desceram atirando. Foi quando os agentes revidaram os tiros e mataram o jovem.

A versão dos guardas municipais era mantida até que o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foi assessorar a apuração do caso.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, ao analisar as imagens de câmeras de segurança, a equipe do DHPP descartou a versão apresentada pelos guardas de confronto com o suspeito.

As imagens mostram que os menores fugiam a pé. Um deles foi cercado e, com as mãos para cima, foi atingido por dois disparos. O adolescente morreu no local. Não foi encontrada nenhuma arma com ele.

As armas dos agentes foram apreendidas e a perícia foi acionada. O caso foi registrado como homicídio na Divisão de Homicídios do DHPP.

Na audiência de custódia, as prisões em flagrante foram convertidas em preventivas.

A prefeitura de Cotia, através da Secretaria de Segurança Pública do município, diz que os agentes foram afastados como medida cautelar para "garantir a lisura da apuração dos fatos".

Segundo a pasta, os guardas-civis estavam no exercício de suas funções e obtiveram a libertação das vítimas que tiveram seus veículos roubados pelos criminosos. As vítimas não tiveram ferimentos.

A nota diz que a ocorrência culminou com o falecimento de um dos acusados de roubo e sequestro, "um menor infrator que foi alvejado durante a tentativa de fuga." A pasta esclarece que os guardas se deslocaram até a zona oeste da capital em razão da perseguição aos suspeitos e devido à proximidade entre as cidades.

A secretaria reforçou seu compromisso "com a transparência, o respeito à legalidade e o acompanhamento dos fatos".

Estadão
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