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Contra demolição de barracas, protesto fecha avenida na BA

23 ago 2010 - 11h20
(atualizado às 15h02)
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Comerciantes interditaram na manhã desta segunda-feira a avenida Otávio Mangabeira, uma das vias de acesso à orla de Salvador (BA), em protesto contra a demolição de barracas de praia na região entre os bairros do Flamengo e Stella Maris. Quatro das nove barracas já foram demolidas na região, por determinação do juiz Carlos D'Avilla.

Em protesto, comerciantes bloqueiam via na orla de Salvador
Em protesto, comerciantes bloqueiam via na orla de Salvador
Foto: Paula Pitta / Agência A Tarde

No total, 352 equipamentos serão demolidos na cidade por funcionários da Superintendência de Uso e Ordenamento do Solo do Município (Sucom). Policiais federais se encontram na área para garantir que o serviço seja realizado.

Enquanto os donos das barracas que foram demolidas na região do Flamengo não ofereceram resistência, barraqueiros de Piatã e Itapuã realizam protestos. Eles utilizaram pedaços de mesas, cadeiras e vidro para bloquear a avenida Otávio Mangabeira.

O proprietário da barraca Veleiro, na praia do Flamengo, Massimo Pastucci, disse que a demolição do equipamento representa prejuízo de R$ 700 mil. "Eu estou a 47 m do mar, o que significa que estaria infringindo a lei em apenas 3 m. Isso é um absurdo, uma ditadura. Foi a própria prefeitura que construiu isso. Antes, podia ficar, agora não pode mais?", questionou.

Emocionados, muitos funcionários das barracas se encontram no local. É o caso de Edcarlos dos Santos Mendes, que trabalhava como estoquista na barraca Marguerita. Com lágrimas nos olhos, disse que não sabe o que fazer da vida agora que está desempregado. "Isso não deveria ter sido feito desta forma", disse.

A proprietária da barraca do Lôro, Rosana Santiago, reclama da falta de mandado para derrubar as estruturas. "Parece cena de guerra com tantos policiais aqui, mas eles não têm nenhuma petição da Sucom ou da União autorizando a demolição", afirma.

A Justiça já havia autorizado a derrubada, mas não tinha definido o cronograma de início dos serviços. Na tentativa de chegar a um acordo, os barraqueiros ocuparam a Câmara de Vereadores, durante três dias, na semana passada. Em maio deste ano, 98 barracas foram demolidas.

Fonte: Agência A Tarde
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