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Com hospitais lotados e protesto do comércio, Sorocaba mantém fase vermelha

Município foi incluído na fase 2 (laranja) do Plano São Paulo, mas a prefeita Jaqueline Coutinho (PSL) considerou que a abertura poderia agravar o quadro já complicado da doença na cidade

13 jul 2020
17h15
atualizado às 21h06
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SOROCABA - Com hospitais praticamente lotados e sete pacientes da covid-19 à espera de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a prefeitura de Sorocaba manteve a cidade na fase vermelha do Plano São Paulo e enfrentou protestos de comerciantes nesta segunda-feira, 13. O município foi incluído na fase 2 (laranja), mas a prefeita Jaqueline Coutinho (PSL) considerou que a abertura do comércio não essencial poderia agravar o quadro já complicado do coronavírus na cidade.

Sorocaba atingiu 8.240 casos positivos e 164 mortes pela doença no domingo, 12. Inconformado, um grupo de comerciantes ocupou a frente do Palácio dos Tropeiros, sede da prefeitura, com cartazes e bandeiras do Brasil. Os manifestantes pediam a reabertura e alegavam prejuízos.

Prefeitura de Sorocaba decidiu permanecer na fase vermelha e manter o comércio não essencial fechado, devido à lotação dos hospitais.
Prefeitura de Sorocaba decidiu permanecer na fase vermelha e manter o comércio não essencial fechado, devido à lotação dos hospitais.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Sorocaba / Estadão

Assessores da prefeita conversaram com os representantes e agendaram uma reunião para esta semana. O grupo cantou o hino nacional e deixou o local. Em nota, a prefeitura informou que a decisão de manter o comércio não essencial atende critérios técnicos e é fundamental para evitar que a assistência à população não entre em colapso.

Desde a sexta-feira, 10, ao menos 25 pacientes tiveram de esperar na fila para conseguir leitos em hospitais. Na manhã desta segunda, a Santa Casa, principal referência para a covid-19, tinha todos os 40 leitos de UTI ocupados. A lotação também era de 100% no Hospital de Campanha. No Hospital Regional Adib Jatene, a ocupação era de 94,3% e, no Conjunto Hospitalar, de 75%, mesmo índice da rede particular. A prefeitura informou que vai ampliar o número de leitos no hospital de campanha.

Apesar da fase restritiva, houve aglomerações causadas principalmente pelas festas em bairros e bailes funk. Um deles, na zona norte, terminou em correria após a chegada da Polícia Militar. Conforme a PM, só neste fim de semana 797 pessoas foram abordadas e duas foram presas por desrespeito à quarentena. Durante o dia, viaturas estão percorrendo bairros periféricos e pedindo à população, por meio de alto-falantes, que fique em casa.

Em Ribeirão Preto, agentes da guarda civil dispersam aglomeração durante partida de futebol em campo de bairro. Com hospitais lotados devido à pandemia, a cidade está na fase vermelha do Plano São Paulo
Em Ribeirão Preto, agentes da guarda civil dispersam aglomeração durante partida de futebol em campo de bairro. Com hospitais lotados devido à pandemia, a cidade está na fase vermelha do Plano São Paulo
Foto: Divulgação/GCM de Ribeirão Preto / Estadão

Jogos de futebol encerrados

Em Ribeirão Preto, também no interior, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) foram mobilizados para encerrar quatro partidas de futebol em campos de bairros. A cidade, que está na fase vermelha do Plano São Paulo, registrou mais 124 casos de coronavírus neste domingo, chegando a 7.684 infectados. Com dois novos óbitos, a cidade passou a ter 227 mortes pela doença. A ocupação de leitos de UTI em hospitais se manteve acima de 96%.

Os guardas foram acionados após denúncias de moradores. Em pelo menos um dos casos, os jogadores e o trio de arbitragem estavam uniformizados. As abordagens aconteceram nos bairros Ipiranga, Jardim João Rossi, Vila Real e Olhos D'Água. As aglomerações foram dispersadas sem resistência. Nesta segunda-feira, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, referência para a covid-19 na cidade, voltou a registrar lotação máxima, com os 65 leitos de UTI ocupados por pacientes do novo coronavírus.

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Estadão
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