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Bolsonaro não quer PGR com "viés ideológico de esquerda"

O presidenciável garantiu que "não vai ser do Ministério Público Militar, como alguns têm dito", mas alguém "que tenha uma visão macro".

16 out 2018
21h52
atualizado às 22h27
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O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira que não escolherá para procurador-geral da República alguém de esquerda, mesmo que ele seja o mais votado pela categoria, mas ressaltou que pode escolher alguém de centro, não necessariamente de direita, e que não será militar.

"O critério é isenção, é alguém que esteja livre do viés ideológico de esquerda, que não tenha feito carreira em cima disso, que não seja um ativista no passado por certas questões nacionais", disse Bolsonaro ao Jornal Nacional, da TV Globo.

Jair Bolsonaro vota no Rio de Janeiro
 7/10/2018   REUTERS/Ricardo Moraes
Jair Bolsonaro vota no Rio de Janeiro 7/10/2018 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

O presidenciável garantiu que "não vai ser do Ministério Público Militar, como alguns têm dito", mas alguém "que tenha uma visão macro".

"Não queremos à esquerda, que seja ao centro. Não quero alguém do MP subordinado a mim, como tivemos no passado a figura do engavetador geral da União, mas alguém que pense grande, que pense no seu país", disse Bolsonaro, fazendo uma alusão ao ex-procurador-geral Geraldo Brindeiro, que ocupou o cargo durante os governos do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

"O MP é muito importante, agora se tiver um ativismo, nós não podemos correr o risco de ter alguém que atrapalhe a nação", acrescentou o presidenciável.

Bolsonaro, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto no segundo turno da eleição presidencial, disse que irá apoiar a aprovação pelo Congresso de um projeto que reuniu dez medidas de combate à corrupção apresentadas pelo Ministério Público Federal.

O presidenciável afirmou que conta com o Congresso renovado, com muitos parlamentares jovens, para que essas medidas sejam aprovadas.

"Tivemos uma excelente renovação em Brasília, talvez possamos aproveitar essa garotada, esse pessoal mais novo que está chegando lá e aprovar o máximo possível das 10 medidas de combate à corrupção", disse.

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