Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Entrada de Simone Tebet na disputa pelo Senado cria impasse no PSB paulista

Filiação da ministra é dada como certa por aliados, mas a ala paulista do partido também quer garantir uma vaga ao Senado para Márcio França

14 mar 2026 - 16h06
Compartilhar
Exibir comentários

A entrada da ministra Simone Tebet (MDB) na disputa pelo Senado paulista abriu um impasse no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado. Embora Tebet esteja em negociações avançadas para se filiar ao PSB, a ala paulista do partido afirma que o também ministro Márcio França (Empreendedorismo) tem preferência interna para concorrer à vaga, por ser uma liderança histórica e contar com ampla base de aliados no Estado.

Reservadamente, integrantes do PSB paulista dizem que o partido está de portas abertas para Tebet e vê com bons olhos sua candidatura ao Senado, desde que França também esteja na disputa por uma das vagas. O argumento é que, além de ser uma das principais lideranças do PSB no Estado, França aparece bem posicionado nas pesquisas, tem o apoio de prefeitos e deputados paulistas e já foi preterido na disputa pelo governo.

Na prática, isso significa que o PSB deseja hoje ficar com as duas vagas do Senado, cenário que, segundo integrantes da própria sigla, enfrentaria resistências dentro do PT, que também avalia lançar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, hoje filiada à Rede.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet
Foto: Fernando Frazao/Agência Brasil / Estadão

Um integrante do diretório paulista afirma que o impasse interno é o motivo pelo qual Tebet ainda não anunciou sua filiação ao PSB. Entre integrantes da Executiva Nacional e aliados próximos, porém, a entrada da ministra é considerada certa. Ela deve se reunir com o presidente Lula na próxima semana para bater o martelo sobre os próximos passos da sua candidatura.

Procurado, Márcio França afirmou que Simone é um "ótimo quadro" e um "reforço", mas que "Lula é o técnico e escala o time". Ele reiterou, porém, que não estará em cargo público, portanto, apto para ser candidato.

Petistas e integrantes do PSB aventam a possibilidade de dar a França a vaga de vice na chapa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo paulista. Em 2022, o posto foi ocupado por sua esposa e ex-primeira-dama do Estado, Lúcia França (PSB).

A alternativa, porém, não empolga dentro do partido. O cálculo político leva em conta o favoritismo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que ostenta 45% de avaliação ótima ou boa na última pesquisa Datafolha. Nesse cenário, o Senado é visto por aliados paulistas do governo como uma disputa com mais chances de êxito, sobretudo diante da possibilidade de a direita lançar mais de dois candidatos e fragmentar os votos no Estado.

A análise tem como base os últimos levantamentos eleitorais. Na pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada na segunda-feira, 9, Tebet, Marina e o deputado federal Guilherme Derrite (PP) aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro na disputa pelo Senado em São Paulo. Já em pesquisa do Datafolha, Haddad aparece com 30% em um dos cenários, Tebet com 25%, França com 20% e Marina com 18%.

O instituto Real Time Big Data foi a campo nos dias 6 e 7 de março e realizou 2 mil entrevistas com eleitores do Estado de São Paulo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Já o Datafolha ouviu 1.608 pessoas entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE sob o protocolo SP-00705/2026.

Tebet anunciou a pré-candidatura ao Senado na última quinta-feira, 12, em agenda em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. De acordo com a ministra, a candidatura em São Paulo foi sugerida pelo presidente Lula, com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Tebet disse que a escolha de São Paulo como local da disputa também partiu da "grata surpresa" de constatar que, em 2022, os paulistas responderam por um terço dos votos que recebeu como candidata a presidente.

Em coletiva de imprensa, a ministra disse que ainda não definiu o partido pelo qual disputará o cargo. Atualmente, ela está filiada ao MDB, mas o partido integra a base do governador Tarcísio de Freitas.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade