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Após 2o tri, Itaú prevê crédito menor e reduz provisões

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Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - Mesmo com lucro menor, redução das previsões para expansão do crédito e novo pico de inadimplência no segundo trimestre, o Itaú Unibanco agradou o mercado nesta terça-feira ao prever melhora da qualidade da carteira de empréstimos na segunda metade do ano.

O maior banco privado do país reportou lucro líquido de 3,3 bilhões de reais entre abril e junho, queda de 8,3 por cento ante o mesmo período de 2011. Em bases recorrentes, o lucro foi de 3,585 bilhões de reais, em linha com o esperado pelo mercado, e 8,1 por cento maior do que o de um ano antes.

A carteira de empréstimos total evoluiu 14,8 por cento, para 413,39 bilhões de reais, com destaque para os financiamentos a grandes empresas, que deram um salto de 22,1 por cento.

Mas, diferente do habitual, lucro e crédito não foram o foco do mercado, que preferiu notícias sobre controle dos calotes. Nesse quesito, o retrovisor mostrou nova piora, com o índice de inadimplência superior a 90 dias chegando a 5,2 por cento, a quinta alta seguida, chegando ao pico desde o fim de 2009.

Na carteira para o varejo, o índice avançou de 6,7 por cento para 7,3 por cento na passagem do primeiro para o segundo trimestre, enquanto os calotes na pessoa jurídica recuaram de 3,7 para 3,5 por cento no período.

No entanto, o banco deu sinais de que o cenário pode estar melhorando, uma vez que sua despesas para perdas com devedores duvidosos (PDD) caiu na base sequencial, passando de 6,03 bilhões para 5,988 bilhões de reais.

Além disso, o banco previu queda de 500 milhões de reais nessa conta para o terceiro trimestre ante o que esperava anteriormente, para a faixa entre 6 bilhões a 6,5 bilhões de reais. No último quarto do ano, o banco prevê que o PDD encolha ainda mais, para entre 5,7 bilhões e 6,2 bilhões de reais.

"O que estamos vendo agora é uma boa notícia em relação ao que tínhamos previsto", disse o diretor de controladoria do Itaú Unibanco, Rogério Calderón, em teleconferência com jornalistas.

O banco também diminuiu a previsão de alta em 2012 das despesas administrativas, da faixa de 4,5 a 8 por cento, para a de 3,5 a 6,5 por cento. Para o índice de eficiência, que recuou em 2,8 pontos percentuais no comparativo anual, a 45 por cento no trimestre, a previsão é de que a melhora siga entre 2 e 3 pontos percentuais no acumulado do ano.

Ainda, o Itaú previu um avanço das receitas de prestação de serviços e resultado com seguros, previdência e capitalização de 10 a 12 por cento este ano.

Esse pacote, na visão de analistas, mais que compensou a redução na previsão para o crescimento da carteira de crédito no ano, da faixa de 14 a 17 por cento para algo em torno de 10 por cento. Adicionalmente, o movimento foi visto como um sinal de que o banco vai se concentrar em operações de menor risco.

MENOS RISCO

A carteira de veículos, cujo mercado apurou forte alta na inadimplência no início do ano, recuou 5,9 por cento no comparativo anual e deve decrescer em 2 bilhões de reais no fechado de 2012, estimou o banco.

"Vemos a iniciativa do Itaú de reduzir o crescimento e reduzir a exposição a segmentos de maior risco como apropriada, dado o atual cenário", escreveu o analista de bancos do Barclays, Fabio Zagatti, em relatório.

Às 14h43, a ação do Itaú subia 3,5 por cento na Bovespa, cujo principal índice recuava 0,78 por cento.

O Itaú Unibanco encerrou o trimestre passado com ativos totais de 888,809 bilhões de reais, crescimento de 11,9 por cento sobre o total registrado um ano antes.

O resultado do Itaú Unibanco foi divulgado após o rival Bradesco anunciar na véspera que encerrou o segundo trimestre com lucro líquido recorrente de 2,867 bilhões de reais ante expectativa média de 11 analistas de 2,92 bilhões de reais. .

A temporada de balanços no setor segue na quinta-feira, com os resultados do Santander Brasil.

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