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Aluna de medicina da USP acusada de desviar dinheiro de formatura é condenada por golpe em lotérica

Justiça de São Paulo estabelece pena de três anos em regime semiaberto por fraude de R$ 192,9 mil; ré ainda responde pelo desvio de quase R$ 1 milhão de fundo estudantil

26 fev 2026 - 18h45
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A aluna de medicina da USP acusada de desviar dinheiro da formatura de sua turma, Alicia Dudy Muller Veiga, foi condenada a três anos de reclusão em regime inicial semiaberto nesta quarta-feira (26). A sentença, proferida pela juíza Adriana Costa, da 32ª Vara Criminal do Foro Central da Barra Funda, refere-se a uma fraude de R$ 192,9 mil cometida contra uma casa lotérica na Zona Sul de São Paulo. Além da pena de prisão, a decisão determina o pagamento de multa no valor de um salário mínimo.

Aluna disse aos colegas que teria levado golpe após investir dinheiro
Aluna disse aos colegas que teria levado golpe após investir dinheiro
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

O caso ocorreu em julho de 2022, quando a ré solicitou a realização de R$ 891,5 mil em apostas. Segundo a denúncia do Ministério Público, Alicia afirmou aos funcionários que o pagamento seria feito via Pix. No entanto, a gerência do estabelecimento suspeitou da transação quando o valor acumulado chegou a R$ 193,8 mil e constatou que havia apenas um agendamento de transferência, sem a confirmação do crédito.

Na tentativa de manter a operação, a então estudante apresentou um comprovante de transferência no valor de R$ 891,53, montante muito inferior ao total das apostas solicitadas. De acordo com as investigações, ela saiu do local com cinco bilhetes de aposta, cada um no valor de R$ 38,7 mil, totalizando o prejuízo apurado no processo.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o capital utilizado nas apostas tenha origem no desvio de quase R$ 1 milhão do fundo de formatura da turma de medicina. No processo específico sobre a USP, Alicia foi denunciada oito vezes por estelionato consumado e uma por tentativa.

Dados obtidos por perícia em dispositivos eletrônicos, como celulares e HDs externos, revelaram conversas em que a ré discutia os gastos e admitia o uso dos valores da comissão. Nas mensagens, ela mencionava o aluguel de um carro de luxo e a tentativa de recuperar o montante desviado por meio de jogos de azar. Estima-se que ela tenha apostado, ao todo, cerca de R$ 461 mil na Lotofácil em diferentes períodos.

A condenação desta quarta-feira foca exclusivamente no episódio da lotérica, mas o histórico do desvio na USP foi considerado no contexto das investigações. A comissão de formatura identificou o desfalque em janeiro de 2023, após a ré afirmar que havia transferido a quantia para uma conta pessoal.

Alicia, que concluiu o curso de medicina recentemente, pode recorrer da decisão. A defesa foi procurada para comentar a sentença, mas ainda não emitiu uma nota oficial sobre o caso.

Perfil Brasil
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