Irã confirma 'avanços' em negociações com EUA, mas nega acordo iminente
Trump voltou a pressionar países árabes a assinar Acordos de Abraão
O Irã comentou sobre o avanço das negociações com os Estados Unidos após o presidente americano, Donald Trump, ter disparado uma série de declarações sobre o assunto no final de semana.
Teerã confirmou nesta segunda-feira (25) que, de fato, houve avanços em diversas questões, mas que não é verdade que há "um acordo iminente".
"É correto dizer que chegamos a uma conclusão sobre a maioria das questões em discussão", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghei, que negou as afirmações dos EUA sobre a "assinatura iminente" de um pacto.
Baghei também esclareceu que o Irã tem cobrado taxas por "serviços de navegação" de navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz, ao invés de "pedágios", como acusou Trump.
"O Irã não pretende cobrar pedágios em Ormuz, mas, juntamente com Omã, está tomando medidas para cobrar tarifas de navegação das embarcações que transitam por essa hidrovia, bem como para proteger o meio ambiente da região", rebateu o porta-voz.
A proposta americana é que o Irã abra o Estreito de Ormuz em troca do levantamento do bloqueio de Washington a seus portos.
Além disso, o governo Trump já declarou que não aceitará a cobrança daquilo que chama de "pedágios" em Ormuz, ao mesmo tempo que não pretende descongelar os ativos iranianos. E, em hipótese alguma, Teerã poderá construir ou ter armas nucleares.
"A República Islâmica não cederá a pressões e exigências excessivas" dos americanos, frisou nesta segunda o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
Trump, por sua vez, insistiu nesta segunda que as tratativas com Teerã "estão progredindo bem".
"Ou será um ótimo acordo para todos, ou não haverá nenhum", falou o republicano, reforçando que, caso os EUA voltem aos ataques, estes serão muito mais "massivos e intensos do que nunca".
Ao mesmo tempo, o líder de Washington tocou novamente no tema dos Acordos de Abraão, pressionando Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Turquia, Jordânia e Bahrein a assinar os tratados mediados pelos EUA em uma tentativa de normalizar diversas questões no conturbado Oriente Médio.
Segundo Trump, seria uma "honra" para ele e para "os países árabes" caso o Irã também aderisse aos Acordos de Abraão.
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