576 queimaduras em apenas um dia: Caravelas-portuguesas deixam centenas de feridos em praia do RS
Mais de 570 banhistas sofreram queimaduras na Praia do Cassino durante o feriado de Iemanjá; dez precisaram de atendimento médico
Um aumento repentino de acidentes envolvendo caravelas-portuguesas e águas-vivas foi registrado na Praia do Cassino, em Rio Grande (RS), nesta semana. Os guarda-vidas contabilizaram 576 queimaduras em apenas um dia, durante o feriado de Iemanjá, o que acendeu alerta entre equipes de salvamento e autoridades locais.
Do total de pessoas atingidas, dez precisaram ser encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cassino. Nove pacientes apresentavam quadro moderado, enquanto o caso mais grave envolveu uma menina de 12 anos, que sofreu queimaduras no tórax e recebeu acompanhamento médico.
Especialistas explicam que a caravela-portuguesa pertence ao grupo dos cnidários e possui células urticantes que liberam toxinas neurotóxicas ao contato com a pele. Essas substâncias podem provocar dor intensa, lesões duradouras e, em casos mais severos, sintomas sistêmicos que exigem intervenção médica.
Segundo o oceanógrafo Renato Nagata, da FURG, a presença desses animais na costa foi influenciada por ventos de direção sudoeste associados à passagem de uma frente fria. Ele destaca que, embora não haja um pico recorde de caravelas, o grande número de banhistas contribuiu para o aumento expressivo de acidentes.